Radares na RJ-104 e 106 ainda não têm previsão de funcionamento

Os radares da RJ-104 (que liga Niterói até Itaboraí) e da RJ-106 (que liga São Gonçalo até a Região dos Lagos) seguem em fase de teste. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) ainda não divulgou a data de início do funcionamento dos equipamentos eletrônicos; mas mesmo sem estarem ligados eles já estão reprimindo motoristas, que temem as infrações e diminuem a velocidade nesses pontos específicos.

Os 15 novos radares da RJ-104 seguem em fase de teste, junto com a aferição pelo Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Rio de Janeiro (Ipem). Placas de LED também já foram instaladas juntos com os aparelhos e mostram a velocidade que os veículos passam. Por conta da tecnologia os motoristas pensam que os equipamentos já estão funcionando e acabam diminuindo a velocidade. Na RJ-106 foram instalados 20 aparelhos fiscalizadores, entre São Gonçalo e Maricá, que também não estão autuando ainda. Já na RJ-106 de Saquarema até Cabo Frio os 23 novos radares já estão ligados.

Em alguns pontos das duas estradas alguns equipamentos instalados estão sendo questionados por motoristas por estarem em locais de periculosidade. “Ou eu recebo uma multa e não mudo a minha velocidade, ou eu diminuo e corro o risco de ser assaltado. Acho que em alguns pontos em área de risco as autoridades deveriam mudar algumas coisas. Ou aumentar o limite de velocidade ou retirar o radar”, pontuou um morador de Maricá que preferiu não se identificar.

Segundo nota do DER ao todo são 33 radares substituídos nas duas rodovias e o limite de velocidade é variável de acordo com as necessidades de cada rodovia, variando entre 50 e 60 KM/H. Sobre a questão dos radares em área de risco o departamento não se manifestou sobre o assunto até o fechamento dessa edição.

MUDANÇAS
Os equipamentos antigos foram desligados em 2017 após dívida do Estado com as empresas que administravam os aparelhos. No final de 2018 foi publicado no Diário Oficial três lotes da licitação para escolher os responsáveis pelos radares, mas as instalações foram feitas somente no início desse ano. A fiscalização eletrônica tinha a previsão de ser iniciada na segunda semana de abril, mas não aconteceu.

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