Radares na Ponte: mais de sete mil motoristas multados

Nos primeiros 30 dias de operação (15 de janeiro a 15 de fevereiro) os radares fixos da Ponte Rio-Niterói registraram 7.913 motoristas acima da velocidade permitida na via, de 80 km/h, uma média de 263 infrações por dia ou 10 casos por hora. Os dados divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostram que, em sua grande maioria, as infrações foram de condutores que excederam em até 20% da velocidade máxima, mas houve motoristas que, mesmo sabendo dos radares, chegaram a mais de 120 km/h na Ponte.

Ao todo foram 7.449 (95% das infrações registradas nestes 30 dias) condutores excedendo até 20% da velocidade, infração considerada média, com perda de quatro pontos na carteira e multa de R$ 130,16. Já o número de motoristas que superaram os 120 km/h chegou a 30 e os motoristas foram multados em R$ 880,41, o que é considerado infração gravíssima, com perda de sete pontos na carteira de habilitação. Há ainda a infração com velocidade excedida entre 20% e 50%. Neste cenário foram 434 registros, o que acarreta em perda de cinco pontos e multa de R$ 195,23.

Apesar dos números serem referentes a um período de 30 dias, chama a atenção que em janeiro do ano passado os radares – que ainda não multavam – registraram 151.345 motoristas acima da velocidade. Para o porta-voz da PRF, José Hélio, esta redução no número de registro mostra que motoristas passaram a respeitar mais o limite de velocidade.

“Logo quando foram instalados, os radares registraram números muito altos de motoristas acima da velocidade permitida. Ao decorrer do tempo este volume foi reduzindo. Essa redução é um exemplo que os motoristas estão respeitando, agora eles sabem que os radares estão multando. Esse respeito à velocidade permitida reflete-se também na queda do número de acidentes na Ponte”, explicou o inspetor.

Em janeiro de 2017 foram registrados 19 acidentes no trecho da Ponte, com 32 feridos leves e três feridos graves. No mesmo período deste ano, foram 10 acidentes, com 22 feridos leves e apenas um grave.

Os equipamentos foram instalados em junho de 2016 nos dois sentidos, em quatro pontos: depois do pedágio; na descida do Vão Central; na Grande Reta; e na altura do Cais do Porto, na chegada ao Rio. Segundo a PRF, são quatro radares em cada sentido que usam tecnologia de laser para aferir a velocidade dos carros.

As multas emitidas por órgãos federais não ficam com os municípios e vão direto para a conta do Tesouro Nacional. De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o custeio pelo encaminhamento das autuações vai refletir em um aumento na tarifa do pedágio, cujo valor ainda não foi definido, previsto para ser reajustado no dia 1º de julho de 2018.

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