Radares de volta às rodovias estaduais

Wellington Serrano –

Os radares das RJs 104 e 106, desligados e removidos das rodovias estaduais desde outubro do ano passado, poderão entrar em funcionamento a partir de novembro. A licitação para escolher a empresa responsável pela gestão do sistema foi realizada na última quarta-feira pelo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro (DER/RJ) e a previsão é que os aparelhos entrem em funcionamento 30 dias após a publicação do resultado da licitação no Diário Oficial.
De acordo com o DER, consta na licitação referente à prestação de serviços de engenharia para locação de equipamentos a utilização de Lombadas Eletrônicas, Equipamentos Fixos de Controle de Velocidade, Avanço Semafórico e Parada sobre a Faixa de Pedestres.

O aposentado Walter Ferreira, de 74 anos, reclama que junto com a volta dos radares deveria vir a segurança. Ele disse que ao diminuir a velocidade nos pontos de câmeras quase foi assaltado. “Estava em minha Blazer, na altura de Tribobó em direção a Alcântara, quando percebi um outro veículo encostar ao meu lado e ao ficar emparelhado o carona puxou uma arma, sorte minha que estava num trecho perto da Avenida Dr. Eugênio Borges, e rapidamente entrei na via para sair da direção da arma e procurei uma patrulha”, declarou.

Apesar da volta da fiscalização severa, o Código de Trânsito Brasileiro não obriga à indicação visual dos limites máximos de velocidade. Cabe aos usuários das estradas saber de cor o artigo 61 do Código, caso queiram evitar multas em trechos fiscalizados, porém não sinalizados. Em rodovias, por exemplo, na ausência de placas indicando a velocidade máxima, o limite para automóveis, caminhonetes e motocicletas é de 110 km/h. Já para ônibus e micro-ônibus é de 90 km/h. Veículos de carga, como caminhões, podem rodar em, no máximo, 80 km/h.

No caso específico das RJs 104 e 106, as indicações são constantes. Por exemplo, na RJ 104, há trechos de 60km/h no Caramujo, Santa Barbara e Tribobó. Variação semelhante ocorre na 106, onde a descida da Serra do Matogrosso, na divisa entre Maricá e Saquarema, é feita a 50 km/h e a subida a 60km/h. Há trechos planos onde é possível circular a 70km/h, 90km/h e 110 km/h.

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