Quiosques e feiras livres reabrem com regras de funcionamento em Niterói

Quase seis meses após o fechamento por causa da pandemia, quiosques situados na orla e feiras livres de Niterói foram autorizados a retornarem às atividades ontem. Para isso terão de obedecer as regras de higiene, além do uso de máscaras e distanciamento social. Os donos de quiosques ainda terão de obedecer horários de funcionamento estabelecidos, de 6h às 12h30 e das 16h às 22h, correspondentes aos horários em que as praias têm autorização para atividades individuais. Para satisfação das donas de casa as feiras livres também foram autorizadas a funcionar.

Regina Abreu, presidente da Associação dos Permissionários dos Quiosques de Niterói (APQN), informou que os comerciantes terão como desafio o retorno das atividades com pouco capital e queda nas vendas, na comparação com período antes da pandemia. “Nós estivemos reunidos com representantes da Prefeitura na terça-feira passada (1º), onde combinamos a reabertura das atividades. Nós dependemos do comportamento da população. Esperamos que a população colabore, para que os quiosques retornem atendendo aos protocolos”, afirmou Regina, que representa 82 quiosques situados entre as praias de Boa Viagem e Camboinhas.

Regina acrescentou ainda que os proprietários de quiosques estão receosos quanto ao comportamento da população nas praias, pois a desobediência quanto aos protocolos de distanciamento pode resultar em punição. “Estamos receosos, porque estamos no integrando a esse protocolo. Todos nós estamos reiniciando sem capital. Cada um procurou dar um jeito, obedecendo o distanciamento de mesas e cadeiras e com restrição de número de pessoas, uso de álcool em gel e etc. Vamos colaborar”. Afirmou.

Ao longo da semana passada o Departamento de Fiscalização e Posturas da Prefeitura visitou os quiosques para poder definir a capacidade de ocupação em cada praia, pois cada uma tem a sua particularidade. Os protocolos sanitários já estão em mãos desses comerciantes. Todos os estabelecimentos foram sanitizados e dedetizados. Para Regina, o importante é a reabertura com segurança.

“A Fiscalização de Posturas está fazendo a delimitação dos espaços para manter o distanciamento social para assim, retomarmos gradualmente a reabertura total dos quiosques. Ressaltamos que não vamos permitir aglomerações e desrespeito aos protocolos de funcionamento, que são rigorosos assim como os dos bares e restaurantes”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves, nas redes sociais.

Para o funcionamento dos quiosques, os comerciantes têm que disponibilizar álcool em gel 70%, antissépticos ou sanitizantes de efeito similar para o público e os funcionários, em locais estratégicos e de fácil acesso. Os estabelecimentos deverão fornecer equipamentos proteção individual aos colaboradores, afastar funcionários que apresentarem sintomas de Covid-19 e ainda utilizar barreiras entre os funcionários e clientes, quando possível.

Os quiosques deverão organizar os clientes para acomodação em mesas, com delimitação de áreas, e ter um funcionário organizando o espaço para evitar aglomeração. Devem também manter o distanciamento entre as mesas. As calçadas deverão ter marcação para fila de espera, mantendo o distanciamento de 1,5 metro entre as pessoas. Mesas e cadeiras não poderão ser colocadas nas areias das praias.

As mesas e cadeiras deverão ser higienizadas a cada troca de clientes. Os quiosques deverão manter controle rigoroso da higiene dos ambientes e das superfícies que possam ser tocadas. Os balcões deverão estar interditados. Não está autorizado o sistema de buffet ou similar e nem show de música ao vivo. Fica permitido aos quiosques o funcionamento para atividades de delivery.

O uso de máscaras é obrigatório quando estiver em recinto coletivo. As máscaras só devem ser retiradas pelos clientes na hora das refeições. As sete feiras livres da cidade, que também estavam sem funcionar desde o mês de março, estão retornando. A primeira foi a do bairro de São Francisco, para satisfação das donas de casa. Protocolos como uso de máscara, álcool em gel e regras de distanciamento estão sendo adotados. O movimento de fregueses, na Rua Taubaté foi pequeno no retorno da feira após quase seis meses. De acordo com feirantes como Luiz Carlos, da barraca de laticínios, muita gente ainda não sabia do retorno da feira.

“Até voltar ao normal outra vez, acho que vai demorar. Colocamos um carro de som para anunciar o retorno da feira para ajudar na divulgação. Temos que obedecer os protocolos e o horário de funcionamento que é até por volta das 13 horas, às terças-feiras”, afirmou. Os comerciantes que trabalham nas feiras livres também terão que disponibilizar álcool em gel 70% e deverão manter o distanciamento de pelo menos 1,5 metro entre uma barraca de outra, assim como a demarcação do chão para distanciamento dos clientes. O atendimento deve ser feito a uma pessoa por vez. Também valem todas as recomendações de higiene e sanitização.

Os funcionários só poderão utilizar aventais ou uniformes no local de trabalho. Pessoas do grupo de risco ou acima de 60 anos não devem ter contato com o público, assim como pessoas que residem com pessoas do grupo de risco. Os feirantes deverão adotar medidas para diminuir a intensidade e a duração do contato pessoal. O uso da máscara é obrigatório assim como a sua troca a cada duas horas. A recomendação é que apenas um funcionário fique encarregado de manipular dinheiro e que o mesmo evite o uso de adornos como anéis, pulseiras ou cordões. É vedada a oferta para experimentação de frutas e outros alimentos no momento das compras.

Os instrumentos, como balanças, utensílios e cestas, devem ser higienizados antes e após o uso. A higienização das mãos do profissional deve ser feita a cada 30 minutos. É recomendado que os clientes levem suas próprias sacolas.

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