Quiosques de Niterói pedem flexibilização do horário de funcionamento

Alan Bittencourt

Com a retomada da economia em Niterói, muitos setores puderam voltar à ativa, dentro das normas de prevenção à Covid-19. Porém, um segmento da economia vem sofrendo com a restrição de horário para que pudesse voltar a operar: os quiosqueiros de praia. Na última sexta-feira, os representantes do setor se reuniram com o vereador Luiz Carlos Gallo (Cidadania) para buscar uma solução.

Participaram da reunião com o vereador o representante da Praia de Icaraí, Roberto; a de Camboinhas, Rubia; o de Piratininga, Jorge; o de Itacoatiara, Jorge; além da presidente da Associação dos Quiosqueiros de Niterói, Regina Abreu. Segundo Gallo, uma solução deve ser tomada para não prejudicar este setor.

“Temos que buscar uma alternativa para que eles possam sobreviver. Do jeito que está hoje eles vão acabar entregando as chaves. A classe tem sido parceira da prefeitura desde o início da pandemia”, disse Gallo. A grande reclamação é em relação ao horário de funcionamento dos quiosques. Os estabelecimentos funcionam diariamente, das 6h às 12h30. Aí são obrigados a fechar até as 16h, quando reabrem até as 22h.

“No nosso horário de pico, que é o do almoço, somos obrigados a fechar. Nosso lucro está indo para as despesas com pagamento de funcionários e com fornecedores, além de despesas com água e luz. Estamos trabalhando apenas para pagar as despesas”, disse Regina

Segundo Gallo, já há condições para que os 86 quiosques da orla da cidade possam trabalhar no horário em que atualmente são proibidos. “A Prefeitura pode fazer com os quiosques como faz com os restaurantes da orla. Pode ser feita a entrega de senhas para quem quiser aguardar para ser atendido. A área de mesas e cadeiras são cercadas, portanto as precauções necessárias estão sendo tomadas”, afirmou.

Para resolver o problema, Gallo vai tentar sensibilizar o governo municipal, para que altere o horário de funcionamento dos quiosques. “Logo após o feriado, levarei até o Gabinete de Crise da Prefeitura a demanda do setor. Está em jogo, além da sobrevivência dos donos dos quiosques, o emprego de mais de 400 funcionários. Essa categoria precisa ser inserida na economia de Niterói”, declarou o vereador.

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