Quiosqueiros de Charitas reclamam de arrombamentos

Raquel Morais

Depois da denúncia dos arrombamentos dos quiosques da orla da Praia de Icaraí e Charitas, novas invasões continuam preocupando os comerciantes. No início de fevereiro a reportagem de A TRIBUNA mostrou a denúncia desses delitos e a Associação dos Permissionários de Quiosques de Niterói (APQN) divulgou que na semana passada mais quatro quiosques foram arrombados e saqueados.

A presidente da APQN, Regina Abreu, explica que dos quatro estabelecimentos saqueados, apenas dois proprietários fizeram registro de ocorrência. A falta de notificação impede a investigação da Polícia Civil e consequentemente a integração do problema junto com a Polícia Militar. Foi justamente o que o comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar, coronel Sylvio Guerra, frisou durante a reunião do Conselho Comunitário de Segurança de Niterói.

“É muito importante o registro da delegacia pois os números não são do coronel, são os números de uma fonte que trabalha com isso. Mantemos o policiamento no local e entendemos que é um policiamento que tem efeito. Nenhuma área de Niterói está largada e nenhuma tem mais prioridade do que a outra. Faço o planejamento dentro de uma necessidade diária. Continuamos trabalhando e a área dos quiosques estão sendo patrulhadas”, comentou.

O secretário Gilson Chagas e Silva Filho, do Gabinete de Gestão Integrada do Município, também reforçou a importância dos registros de ocorrência.

“A 79ª DP vai trabalhar nisso com o maior número de dados possível. É importante preservar o local e fazer o registro. A falta do registro e a alteração do local do crime impede a polícia civil de fazer a investigação. O policiamento ostensivo é muito difícil”, ponderou.

Regina Abreu conta que foram arrombados os quiosques 7, 15, 18 e 25, sendo que no início de fevereiro o 18 também havia sido saqueado e gerou prejuízo de R$ 5 mil entre mercadorias e consertos.

“Eles entram pelo teto e tiram a palha e tentam pular dentro do quiosque. Alguns conseguem e outros não. Destroem nossos cadeados, bebem as bebidas e levam nossas mercadorias”, resumiu a presidente.

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