Quiosque em Piratininga acumula prejuízos com calçadão deteriorado

Wellington Serrano –

Há dois anos, o quiosque quatro, de Manoel Francisco Silva, mais conhecido como Maçarico, no calçadão da Praia de Piratininga, em Niterói, contava com um bom faturamento nos fins de semana. Hoje a situação é diferente e, na semana passada, ele lamentou que apenas a venda do coco tem garantido, a duras penas, o seu sustento. E tudo por causa de um antigo desmoronamento que atingiu uma pequena parte do calçadão por causa das ressacas constantes no local.

“Meu quiosque teve 60% de queda nas vendas. A pessoa vem querendo comodidade, com a praia disponível e hoje estou com meu comércio prejudicado com a interdição”, lamentou Maçarico.

Em Piratininga, o problema só aparece no início do calçadão. De todos os quiosques que existem, só o do Maçarico não resistiu e foi afetado pelas águas do mar, com a estrutura danificada.

“No início tive autorização da Prefeitura de Niterói e pude sair do antigo ponto interditado e trabalhar no canteiro central da Avenida Almirante Tamandaré, mas até agora estou sem uma nova autorização e sigo sem saber o que será de mim no próximo verão”.

Maçarico reclama que o local em que está não disponibiliza nenhuma estrutura para receber seus clientes. “O novo imóvel até causa perigo para crianças que brincam livremente no espaço. Do calçadão que existia ao lado do meu quiosque só restou uma ribanceira para mostrar o que a destruição fez. Não tem nenhuma placa indicando o perigo”, criticou.

O morador Tânio Costa contou que a Praia de Piratininga sempre foi muito procurada pelos turistas. Mas tudo mudou. “Aqui sempre foi assim, o mar já é agitado naturalmente e fica mais quando temos alguns fenômenos. Eles (o poder público) tinham que fazer um estudo para ver o que é necessário para que isso não volte a acontecer. Acho que soluções paliativas só gastam mais dinheiro do município”, ressaltou.

O corretor de imóveis Marco Sampaio, de 42 anos, mora de frente para o mar e disse que adora passear de bicicleta no calçadão, mas que não aquenta mais ver tanto descaso. “É ruim ver o bairro assim. Um completo desrespeito conosco que pagamos nossos impostos. Se não melhorar, vou buscar outro lugar pra morar”, disse. Procurada, a Prefeitura de Niterói não se pronunciou e não revelou projetos para o local.

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