Queiróz foi transferido para Bangu 8 porque teria contatos no Batalhão Prisional de Niterói

Na tarde de quinta-feira (18), Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista de Flávio Bolsonaro, que foi preso durante operação em São Paulo, foi transferido para o Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. Havia a possibilidade, pelo fato dele ser ex-policial, de ser transferido para o Batalhão Especial Prisional (BEP), no Fonseca, Niterói. Na mesma unidade também esteve preso o ex-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, até o fim do ano passado, antes da Justiça determinar que passasse a cumprir medidas cautelares em casa, no interior do estado.

Porém, essa possibilidade foi descartada pela Justiça, porque investigadores apuraram que Fabrício Queiroz tinha “uma caderneta com anotações manuscritas sobre pessoas que supostamente poderiam ajudá-lo caso fosse preso no batalhão prisional da Polícia Militar”. “ (…) determina à Secretaria de Administração Penitenciária – SEAP, que encaminhe o referido investigado para uma unidade prisional compatível com a sua segurança e o rigor da medida preventiva, preferencialmente no Complexo de Gericinó, em Bangu, estando vetada em qualquer hipótese sua custódia no Batalhão Especial Prisional – BEP”.

Fabrício foi preso em Atibaia, cidade do interior de São Paulo, no imóvel do advogado da família do presidente Jair Bolsonaro, Frederick Wassef, e transferido para o Rio. Depois de passar por um triagem, no Presídio de Benfica, ele foi transferido para a unidade conhecida como Bangu 8, onde ficará isolado por duas semanas, seguindo o protocolo de prevenção da Covid-19.

Na decisão que determinou a prisão de Queiroz, o juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal, mencionou a influência do ex-assessor de Flávio Bolsonaro com grupos milicianos.

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