Queimadas registram queda de 155% no Estado

Raquel Morais –

A Copa do Mundo e as festas juninas, que se estendem até setembro, aumentam os riscos de queimadas, seja por soltura de balões ou pelo tempo seco. Em junho foram registrados 24 casos de queimadas em todo Estado, número abaixo do registrado no mesmo período de 2017, com 42 casos. No comparativo do mês de maio dos dois anos a queda foi de 50%; enquanto em maio de 2017 foram 16 e no mês passado foram oito focos; de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Segundo o órgão, de janeiro a junho de 2017 foram registradas 115 queimadas contra 45 no mesmo período desse ano, uma queda expressiva de 155%. Em janeiro desse ano foram registrados quatro focos de queimadas e fevereiro nenhum foi catalogado. Já em março foram seis focos, três em abril, oito em maio e 24 em junho, por enquanto. Já em 2017 os números foram mais altos: janeiro foram 12, fevereiro 24, março foram 10, abril 11, maio foram registrados 16 focos e em junho 42.

O clima seco e falta de chuva são agentes naturais que facilitam a propagação do fogo em vegetações, mas a ação do homem é um agravante quando o assunto é queimada. Queima de lixo e folhas, guimba de cigarro e até queima de mato ‘que fica alto’, são facilitadores para as queimadas. Além é claro da soltura de balões e fogos de artifício.

“As queimadas aumentam por conta da falta de chuva. Em um longo período de tempo seco, a vegetação acabando ficando bem seca, podendo em dias mais quentes iniciar uma queimada ou até mesmo, facilitar a propagação dos focos de incêndio, quando os agricultores buscam fazer a limpeza do terreno ateando fogo”, explicou o meteorologista André Madeira.

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