Queimadas no Rio de Janeiro aumentam 19,53% em apenas 19 dias

Raquel Morais –

Clima seco e falta de chuva podem ser dois fatores naturais que propiciam o aumento do número de queimadas em vegetações. Além dos agentes incontroláveis, a ação do homem também é um segundo agravante para esse tipo de acidentes, através do cigarro, queima de lixo doméstico e até mesmo de mato. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), de janeiro deste ano até 19 de setembro tinham sido registradas 942 queimadas em todo o estado do Rio de Janeiro. Porém, o órgão atualizou o boletim e divulgou que até dia 8 de outubro haviam sido registradas 1.126 incidentes, ou seja, em 19 dias foram computadas mais 184 ocorrências, quase 10 queimadas por dia.

Esta semana, diversos casos de queimadas à beira da BR-101 puderam ser facilmente registrados pelos motoristas. Vegetação, mato e árvores colecionam as marcas do fogo: as que resistiram apresentam folhagens secas e solo completamente depredado. Além do cigarro e queima de lixo e mato, outras duas ações também propiciam as chamas: soltura de balões e fogos de artifício.

A Autopista Fluminense informou que entre janeiro e setembro de 2017 foram 319 focos de incêndios no trecho que compreende Niterói e a divisa do Rio de Janeiro com Espírito Santo. No mesmo período de 2016, foram registrados 343 focos, uma queda de 6,99%. Segundo a concessionária, para minimizar esse risco intensificou as ações para combater incêndios às margens da rodovia. Uma dessas foi a fixação de faixas em painéis alertando os usuários. As queimadas comprometem a segurança do condutor, já que a fumaça reduz a visibilidade, o que pode levar a acidentes, principalmente colisões traseiras. Quando há baixa visibilidade na rodovia, a concessionária sinaliza as pistas com cones para orientar os usuários.

A Prefeitura de Niterói foi questionada sobre o programa Niterói Contra Queimadas, promovido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, mas não se manifestou até o fechamento dessa edição.

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