Queda na produção de motos foi de 2,5% em 2017

Raquel Morais

A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) divulgou o recuo de 2,5% na produção de motocicletas de janeiro a maio desse ano, comparado com o mesmo período de 2016. No ano passado foram fabricadas 382.970 unidades e esse ano 373.491. Dados do Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran RJ) também apontam uma queda no número de emplacamentos desses veículos em Niterói.

Segundo as estatísticas do Detran, a aquisição de motos pelos niteroienses vem apresentando um declínio muito discreto. Por exemplo, de janeiro a maio de 2017 foram emplacadas 200 motocicletas contra 266 no mesmo período de 2016, queda de 24,81%. Mas quando comparado os mesmos meses, em uma década, a redução foi de 71,8%, enquanto eram emplacadas 710 motos em 2007, esse ano foram apenas 200.

Na comparação mensal da Abraciclo, de abril para maio os números são positivos e mostram uma alta de 20,7%, de 64.380 para 77.730 unidades. Segundo nota da associação, as vendas para as concessionárias chegaram a 67.859 motocicletas, alta de 10,6% sobre o mês anterior. Na comparação com maio do ano passado houve queda de 22,2%. No acumulado do ano, foram vendidas 345.021 unidades, o que significa redução de 8% ante o mesmo período de 2016.

Ainda segundo informe oficial, as exportações caíram 37,2%, com 3.519 unidades vendidas para o mercado externo em maio, ante as 5.606 unidades exportadas no mesmo mês do ano passado.

“Com tantos congestionamentos eu vejo cada vez mais motos. Mas acho que a crise está tão grande que na verdade as pessoas estão buscando o transporte coletivo e a bicicleta. Eu sou um desses. Poupo minha motocicleta durante a semana e ando de bike. No final de semana, que o trânsito está mais tranquilo, eu passeio de moto”, comentou o autônomo Joaquim Moraes, de 50 anos.

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