Quase 16% dos veículos são roubados no Centro

Augusto Aguiar

Num intervalo de poucas horas, na semana passada, pelo menos dois veículos foram roubados nas ruas Professor Heitor Carrilho e José Figueiredo, no Centro de Niterói. Esses registros devem fazer parte do futuro levantamento do Instituto de Segurança Pública (ISP) e, possivelmente, sinalize para uma tendência de alta na incidência dos crimes de roubos de veículos na região central da cidade. De acordo com levantamento do ISP, no ano de 2016 Niterói registrou 1.520 casos de roubos de veículos, com o Centro da cidade concentrando 15,85% do total (241 registros).

No início do ano passado (janeiro) a região do Centro fechou com 24 registros dessa modalidade de crime, 16,3% do balanço mensal de 147 registros em toda cidade, mesmo com intensificação de patrulhamento das polícias Civil e Militar. Nesse mesmo período, as maiores altas ocorreram nas zonas Norte e Sul, com 38 registros, seguidos da Região Oceânica (25 registros). No mês seguinte o Centro teve 12 registros, 9,91% da totalização de 121 registros, representando queda na incidência. Em março ocorreram 16 registros, elevando 12,4% do total de 129 casos em toda cidade. Essa tendência de alta se manteve em abril, com 25 registros, representando 21,92% do total de 114 registros no município. Em maio, 20 registros, com 15,62% da totalização de 128 casos, em junho 14 registros, representando 16,6% dos 84 queixas na cidade.

O segundo semestre começou com o Centro marcando 20 registros em julho, ou 17,85% da totalização em toda cidade, de 112 casos de roubos de veículos. Em agosto foram 17 registros, 15,88% de 107 queixas registradas, setembro foram 22, 17,46% da soma dos 126 casos na cidade, em outubro, 26 registros (15,11% dos 172 registros), novembro foram 23 queixas formalizadas, 14,28% do total de 161 casos, e dezembro 22 registros, 18,48% dos 119 queixas de toda cidade.

Quem precisa deixar os veículos estacionados no Centro reclama da falta de policiamento. “A gente vê uma patrulha ou outra. A (Rua) Heitor Carrilho fica ao lado do batalhão da PM e nem isso coíbe a ação dos bandidos. Sempre que venho trabalhar de carro deixo-o em outra rua próxima, menos visada pelos marginais”, disse a publicitária Maria do Amparo Costa, de 31 anos.

A estudante Manoela Castro, de 21 anos, relatou que tem um amigo que teve o veículo furtado nas imediações do 12º BPM. “É ilusão achar que estar perto de um quartel da PM é estar seguro. Levaram o carro do meu amigo no meio da tarde em uma rua relativamente movimentada. É sempre aquilo: ‘ninguém sabe, ninguém viu’”.

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