Quaquá recua e PT-RJ deve manter apoio a Marcelo Freixo

Washington Quaquá, vice-presidente nacional do PT, recuou e pede manutenção do apoio do partido para a candidatura de Marcelo Freixo, ao governo do estado do Rio, nas eleições deste ano. O ex-prefeito de Maricá decidiu retirar um recurso na Executiva Nacional da legenda depois que o PSB anunciar que Alessandro Molon ficará sem recursos para a campanha ao Senado.

No entanto, Quaquá defende a manutenção do apoio a Freixo com uma contrapartida que visa atrair Rodrigo Neves (PDT) e Eduardo Paes (PSD) para a chapa do ex-presidente Lula. O objetivo é para que o PT amplie as alianças no Rio de Janeiro, e com isso, o candidato a presidente tenha mais palanques no estado. O ex-prefeito de Niterói também concorre ao governo do estado, ao lado do prefeito da capital carioca, que indicou Felipe Santa Cruz, ex-presidente da OAB-RJ e Nacional, como vice na chapa.

O ex-prefeito de Maricá esteve ao lado de Neves em um evento no mês passado na Associação Brasileira de Imprensa, no Centro do Rio, junto com outras lideranças petistas no estado. O episódio causou polêmica com o diretório do PDT carioca, resolvido somente após reunião. No lançamento da chapa Neves-Santa Cruz, o ex-prefeito de Niterói disse que seu único candidato a presidente é Ciro Gomes (PDT). Além disso, caso o PT-RJ desembarcasse da campanha de Marcelo Freixo, foi cogitada a possibilidade de a legenda apoiar Neves.

Entretanto, o PT recuou depois que o PSB decidiu que não vai fazer repasses do fundo eleitoral para Alessandro Molon, candidato ao Senado pelo partido. O deputado federal insistiu em manter a candidatura, contrariando lideranças petistas que alegam um acordo que a aliança teria somente um nome na disputa: André Ceciliano (PT), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

A decisão do PT sobre manter ou não o apoio a Freixo por causa desse imbróglio ocorre amanhã (05). Em áudio de oito minutos vazado na manhã de hoje, uma das fundadoras do partido, a deputada federal pelo Rio, Benedita da Silva disse que “quem não está cumprindo o acordo é o PSB”. A parlamentar relembra que Lula disse que o único candidato dele para o Senado no Rio é Ceciliano. Além do mais, a deputada reiterou que o PT pode formar alianças com outros partidos, compartilhando do mesmo pensamento que Quaquá.

“Olha, se não pode ter aliança com PSB, tem aliança com outros. O que não falta é quem queira fazer uma aliança com Lula, que está em primeiro nas pesquisas. Isso não é papel que se faça. Está na cara que Molon não é militante. Não foi no PT, quando as coisas ficaram ruins, e não está sendo agora. Ele, sim, quer minar a candidatura do Freixo, é ele quem quer”, afirmou.