Quadrilha detona agência bancária no Badu

Augusto Aguiar

Num intervalo de pouco mais de um ano uma agência bancária, situada na Estrada Caetano Monteiro, no Badu, Região de Pendotiba, foi praticamente destruída, provavelmente por uma mesma quadrilha de ladrões de caixas eletrônicos, que em seus ataques usam cargas de dinamites para detonar os equipamentos. Na madrugada desta terça-feira (21), mais uma vez o “bando da dinamite” invadiu o banco, aproveitando-se da ausência de vigilantes, e mandaram pelos ares o estabelecimento financeiro.

Na madrugada de 2 de janeiro de 2016 a agência era do Banco HSBC, que praticamente foi explodida por uma carga de dinamite e, na madrugada de terça, já como Bradesco, foi novamente detonada. Até o fim da manhã havia informação de que nenhum centavo havia sido roubado da agência, apesar de toda destruição. Uma outra versão dava conta que os bandidos, após a detonação dos explosivos, teriam conseguido arrastar um dos terminais de dentro do banco e levá-lo. Peritos e técnicos do banco preferiram não passar detalhes sobre a ocorrência, que ficará a cargo da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF). Moradores do entorno da agência, assim como há um ano disseram que acordaram por volta das 3 horas com um estrondo vindo da direção da agência, pensaram se tratar de um estouro no transformador de energia. Teve gente que achou que fosse trovoada.

“Ouvi um forte barulho durante a madrugada e pensei que fosse trovoada. Meu filho estava passando mal e acordei para vê-lo. Logo em seguida ouvi o forte estrondo. Perguntei até para minha mulher se era trovoada. Aqui na região existe muito eco”, explicou o fotógrafo Leonardo de Almeida, de 39 anos, morador da Rua Carolina Alves, situada em frente da agência atacada.

“Ouvi sim um grande estrondo, mas achei que se tratava da explosão do transformador”, afirmou uma senhora residente nas proximidades do banco. Nenhum dos dois moradores imaginaram que algo de anormal tivesse ocorrido no banco. Ainda nesta terça-feira surgiram rumores que uma outra agência, dessa vez da Caixa Econômica Federal, havia sido explodida na Rua Lopes Trovão, em Icaraí, Zona Sul da cidade, mas no estabelecimento havia informes de que a porta principal do estabelecimento havia sido estilhaçado duranta madrugada e o banco funcionava normalmente, com longas filas.

No ataque de janeiro de 2016, os bandidos chegaram a deixar para trás cerca de R$ 65 mil e o montante do roubo não foi mencionado. Era o segundo caso em Niterói em dois meses. No dia 10 de novembro de 2015, o bando (supostamente o mesmo) também usou explosivos para roubar dinheiro de dois caixas eletrônicos da agência da CEF no bairro de São Francisco, na Zona Sul de Niterói. A partir de janeiro de 2016 surgiram outras ocorrências de agências bancárias, a maioria da CEF, atacadas com explosivos, dessa vez no município vizinho de São Gonçalo. Uma investigação foi aberta em caráter sigiloso, sobre a origem dos explosivos utilizados, com a participação das polícias Civil, Federal e até do Exército.

Chegou-se à informação que os explosivos utilizados seriam em gel e que faziam parte de uma carga de uma tonelada de dinamite roubada em maio de 2015, no bairro de Deodoro, Zona Norte do Rio, por traficantes do Complexo da Pedreira, em Costa Barros. Meses depois diversas “bisnagas” do explosivo foram encontradas pelo 12º BPM no Morro Boa Vista. Os mesmos explosivos haviam sido utilizados numa obra no Elevado do Joá, em São Conrado, Zona Sul do Rio.

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