Pulso firme e mão acolhedora para comandar cabeças com ideias divergentes

Alan Bittencourt

Projetos polêmicos. Debates acirrados. Novatos na política. Para comandar os trabalhos da legislatura 2021-2024, a Câmara de Vereadores de Niterói conta com a experiência e liderança do presidente Milton Cal (PP). Desde a primeira sessão, realizada no dia 13, os 21 edis prometem valer cada voto que receberam e “dar trabalho” para Cal, que promete dar o mesmo espaço a todos e também ser rígido quando for preciso.

Na sessão inaugural, Cal deixou que os vereadores estreantes falassem, um por um, ao fim da sessão. Além deles, discursaram da bancada aqueles que voltaram às fileiras da Casa, como Beto Saad (PV), que assumiu o cargo por ser suplente de Leandro Portugal, que foi chamado pelo prefeito Axel Grael (PDT) para ser secretário de Meio Ambiente.

Na opinião do chefe do Legislativo, a nova legislatura vem com ideias novas, o que será benéfico para a cidade e seus moradores.

“Acredito que teremos embates maiores na Casa, mas em prol de melhorias para Niterói. Os atuais vereadores darão retorno à população”, disse.

Na última quinta-feira, dia 28, a primeira prova de fogo com Cal como presidente eleito da Câmara (na legislatura anterior, ela assumiu a cadeira na ausência do então presidente Paulo Bagueira). O Projeto de Lei 12/2021, que criou novas secretarias, foi votado em segunda discussão. O texto gerou debates e o tom chegou a subir.

“Normal que haja o debate, o confronto de ideias. Mas não deixarei que questões pessoais sejam colocadas à frente. Não importa se é vereador de oposição ou da situação. Serei rígido, não vou tolerar ofensas”, afirmou o vereador.

Sobre a criação das novas secretarias, que, segundo a oposição, onerará as despesas, Cal afirmou que o Executivo municipal tem legitimidade política para mudar a estrutura do governo.

“Trata-se de uma reforma política para que a máquina pública seja eficaz. É legítimo que o prefeito a faça. Esta reforma dará governabilidade.

Cada vereador passou a ter dez assessores – antes eram sete. Indagado sobre o aumento de despesas da Câmara com esses novos cargos, o presidente afirmou que, benefícios foram cortados.

“De fato, onera as despesas, mas essa reforma foi fruto de um acordo com o Ministério Público, em 2019. Acabamos com as gratificações. Esses cargos eram necessários para que os vereadores tenham uma melhor estrutura para trabalhar”, afirmou.

No fim do ano passado, os servidores da Câmara não receberam o 13º salário e o salário de dezembro não foi pago integralmente. Cal garantiu que o problema será sanado.

“Hoje, falta pagar entre 10% e 15% do salário. Foi um problema administrativo de envio dos pontos para o departamento pessoal da Casa. Fiz um documento para todos os vereadores enviarem para o DP as informações necessárias, para que possamos resolver o quanto antes. Temos que dar melhores condições para que o funcionalismo renda”, disse Milton Cal.

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