Paulo Eduardo Gomes é afastado do mandato por lesbofobia

O diretório municipal do PSOL emitiu uma nota na manhã deste sábado (10) comunicando que decidiu afastar o vereador Paulo Eduardo Gomes de suas funções partidárias e parlamentares por 60 dias. A decisão se deve por conta do crime de homofobia cometido contra a vereadora do PT Verônica Lima na última terça (6). A professora Regina Bienenstein vai ocupar a vaga de Paulo Eduardo na Câmara.

“Em reunião, o Diretório Municipal do PSOL Niterói, resolveu pelo afastamento por 60 dias do companheiro Paulo Eduardo de suas atividades partidárias e parlamentares, com a obrigação de participar de processo de formação no período, a ser definido pela Executiva em conjunto com os Setoriais LGBT, de Negritude e de Mulheres. Ele já havia se afastado da Liderança do partido na Câmara Municipal na última quarta-feira. Durante o período, a suplência irá assumir o mandato. Benny Briolly assume a Liderança do PSOL na Casa”, diz um trecho do comunicado.

Ainda segundo o texto, o partido afirma que o ato de Paulo Eduardo Gomes foi racista, lesbofóbico e machista. A legenda reforçou ainda que a gravidade das falas e atitudes discriminatórias do vereador que vão contra o programa político e as defesas prioritárias do partido, que fez questão de se solidarizar com a vereadora Verônica Lima.

A professora Regina Bienenstein vai ocupar a vaga de Paulo Eduardo na Câmara.

Paulo Eduardo não se manifestou oficialmente sobre a decisão do PSOL, mas compartilhou a nota oficial em seu perfil no Facebook.

Leia abaixo a íntegra da nota do diretório municipal.

“Em reunião, o Diretório Municipal do PSOL Niterói, resolveu pelo afastamento por 60 dias do companheiro Paulo Eduardo de suas atividades partidárias e parlamentares, com a obrigação de participar de processo de formação no período, a ser definido pela Executiva em conjunto com os Setoriais LGBT, de Negritude e de Mulheres. Ele já havia se afastado da Liderança do partido na Câmara Municipal na última quarta-feira. Durante o período, a suplência irá assumir o mandato. Benny Briolly assume a Liderança do PSOL na Casa. Entendemos que o ato praticado pelo vereador Paulo Eduardo Gomes foi racista, lesbofóbico e machista, e que expressa os pilares opressivos, excludentes de racismo e heteronormatividade patriarcal, que asseguram privilégios sócio-históricos e politicamente perpetuados, que precisam ser combatidos. O PSOL Niterói compreende a gravidade das falas e atitudes discriminatórias do vereador que vão contra o programa político e as defesas prioritárias do partido, que afirma o combate às opressões como parte central da luta para a superação do sistema capitalista.
O PSOL segue debatendo em suas instâncias para coletivamente alcançarmos as melhores respostas ao caso, numa perspectiva não-punitivista, mas de responsabilização à altura da discriminação lesbofóbica, machista e racista praticada.Mais uma vez nos solidarizamos com a vereadora Verônica Lima pela violência sofrida, e repudiamos veementemente o ato do nosso militante e vereador”.

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