PSL expulsa deputado Salema por apoio ao partido de Bolsonaro

A Executiva Estadual do PSL decidiu nesta segunda-feira (02), por unanimidade, expulsar os deputados estaduais coronel Salema e Renato Zaca do partido. O colegiado acolheu o argumento do Conselho de Ética da legenda, que acusou Salema e Zaca de infidelidade partidária pelo apoio à criação da sigla do presidente Jair Bolsonaro, a Aliança pelo Brasil.

O PSL se define como um partido independente e, após romper com Bolsonaro, quer lançar como candidato em 2022 o ministro da Justiça e Segurança Pública, juiz Sérgio Moro. Em uma rede social, Salema disse que a expulsão “encerra um ciclo”, e que seguirá apoiando Bolsonaro.

“Gratidão não prescreve. Sou e sempre serei grato e fiel ao meu presidente Jair Messias Bolsonaro. Nesta segunda-feira, dia 2 de março (ontem) – data em que comemoro aniversário – fui comunicado sobre minha expulsão do Partido Social Liberal (PSL). Hoje encerro um ciclo. Ressalto que sigo com o coração tranquilo e a consciência leve. Posso abrir mão de privilégios e preferências, mas jamais de minhas convicções. Continuo ao lado do Bolsonaro e não desanimarei. Fui eleito por vocês e não deixarei de ser a sua voz. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos. Nos vemos no próximo dia 19 de março durante o 1º Encontro de Apoiadores do Aliança pelo Brasil em Niterói”, disse Salema no texto.

Com a expulsão, os dois deputados têm o caminho livre para buscarem uma nova “casa”, sem correrem o risco de perder o mandato na Justiça Eleitoral. A ala que ficou ao lado do Palácio Guanabara ainda poderá retomar a liderança na Assembleia Legislativa.

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