Próxima liberação de mosquitos com Wolbachia será no Fonseca

O World Mosquito Program (WMP), conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), anunciou ontem que no domingo irá realizar a soltura dos mosquitos com Wolbachia no Fonseca, na Zona Norte de Niterói, das 10h às 13h, no Horto do bairro. O cronograma inclui ainda mais quatro bairros da cidade para a ação: Engenhoca, Cubango, Santana e São Lourenço; porém as datas não foram definidas.

O evento no Fonseca irá esclarecer dúvidas sobre proliferação do mosquito além de jogos, brincadeiras e a exposição dos mosquitos aliados; que são Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia. Eles são criados no insetário da Fiocruz e, por serem ‘infectados’ com essa bactéria, têm capacidade reduzida de transmitir dengue, zika e chikungunya. Segundo a Fiocruz, a iniciativa apresenta resultados preliminares positivos de redução de doenças na região e a previsão de liberação nesses bairros é no início de setembro. As solturas dos mosquitos serão feitas durantes 16 semanas por técnicos da Fiocruz, em carro identificado, e também por Agentes de Saúde da Prefeitura de Niterói em pontos mapeados e pré-determinados.

Depois da soltura, os técnicos da Fiocruz montam armadilhas em alguns pontos específicos para monitoramento da população dos mosquitos aliados. Para isso, a comunidade também ajuda o instituto nessa captura com armadilhas. “Não há risco de interferência deste trabalho em outras pesquisas e ações que visam o controle dos mosquitos e de doenças transmitidas por eles. Nosso objetivo é proteger as comunidades destes municípios dessas arboviroses”, contou Luciano Moreira, líder do WMP no Brasil.

Os mosquitos aliados se reproduzem com outros mosquitos e geram Aedes aegypti com as mesmas características, tornando o método autossustentável e sem modificação genética. De acordo com estudos estatísticos do WMP, três anos seria o prazo mais adequado para análises mais robustas do ponto de vista científico. As liberações de Aedes aegypti com Wolbachia na área em estudo de Niterói tiveram início em janeiro de 2017. São 33 bairros em Niterói atendidos pelo projeto e 373 mil pessoas beneficiadas na cidade.

NÚMEROS
Em Niterói, de janeiro a julho de 2019 foram notificados 272 casos suspeitos de dengue, 232 suspeitos de chikungunya e 38 de zika. Já nos mesmos meses de 2018 foram 1.542 casos suspeitos de dengue, 2.801 de chikungunya e 295 casos de zika. O Departamento de Vigilância Epidemiológica de São Gonçalo informou que em 2018, de janeiro a julho, foram notificados 3.029 casos de dengue, 7.601 de chikungunya e 1.746 de zika. Já em 2019, de janeiro até o momento, foram 877 casos de dengue, 1.719 de chikungunya e 194 de zika.

A Prefeitura de Itaboraí informou que em 2018 foram 2.706 casos notificados de dengue contra 748 em 2019. E no ano passado foram 5.962 casos notificados de chikungunya contra 1.008 casos em 2019. Já em relação a Zika a administração municipal ressaltou que os números foram irrelevantes nos dois anos. A Prefeitura de Maricá não se manifestou até o fechamento dessa edição.

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