Protesto lembra 91 PMs mortos no Estado

Na manhã desta terça-feira (25), o entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio, amanheceu com diversas placas com nomes de policiais que morreram assassinados esse ano na cidade. Foi uma forma de protesto promovido pela ONG Rio de Paz, em homenagem aos 91 policiais militares assassinados só este ano no estado. O último caso foi o do policial Hudson Silva de Araújo, de 46 anos, que morreu durante confronto na comunidade do Vidigal, também na Zona Sul, no último fim de semana.

Nos últimos cinco anos, 547 militares foram assassinados no Estado, de acordo com trabalho estatístico. Esse número é comparado ao efetivo de um batalhão, por exemplo. De acordo com os organizadores do protesto, a ideia é que a manifestação contra as mortes violentas só termine quando os indicadores de homicídio caírem para 10 vítimas por 100 mil habitantes. A Organização Mundial da Saúde considera valores maiores que esses como sinais de “epidemia”. No estado a taxa de homicídios é de 30 mortes por 100 mil habitantes.

Entre os policiais mortos nos últimos dias está o policial militar Thiago Marzula de Abreu, de 30 anos, atingido na cabeça, durante confronto, no bairro do Jóquei, São Gonçalo, no último dia 17. Ele foi o 89º PM morto desde o início do ano. Menos de 24 horas depois, além de Thiago, o cabo Bruno Santos Leonardo, de 29 anos, também foi baleado e morreu durante um ataque de criminosos na comunidade da Mangueira, na Zona Norte. Ele foi o 90ª vítima da triste estatística.

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