Projeto quer que postos captem água de chuva para lava a jato

Raquel Morais

Mais uma normativa está para entrar em vigor e deixa empresários preocupados. O Projeto de Lei 217/11, do deputado Samuel Malafaia (DEM), prevê que os postos de combustíveis tenham um sistema de captação de água da chuva. Essa água deverá ser separada da água potável do estabelecimento e será usada para irrigar jardins, lavar carros e completar o reservatório para resfriamento do motor.

O PL está tramitando na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e, segundo nota, os postos que tiverem serviço de lava a jato serão obrigados a realizar testes para análise de água subterrânea e construção de poços tubulares. “O sistema de captação de água de chuva existe há muito tempo em diversas regiões do mundo. Além disso, a água subterrânea vem assumindo uma importância cada vez maior como fonte de abastecimento, por uma série de fatores que restringem a utilização das águas superficiais. Esse projeto visa aproveitar o potencial de uso da chuva e da água subterrânea para atividades que não exijam água potável”, justificou o deputado.

O Posto Tiradentes, no Ingá, não tem sistema de captação da água da chuva, mas reaproveita 80% da água do lava a jato. “Temos dois reservatórios e toda água usada é transferida para um maquinário e, através de produtos químicos, reaproveitamos o líquido com a espuma. Assim a água tratada não tem cheiro, gordura e nem sujeiras”, comentou o supervisor Vinícius Augusto.

Já o empresário Ronaldo Castro, do Posto Quatro Primos, em São Lourenço, não trabalha com lavagem de carros. “Já não posso ter esse custo no posto e, se esse projeto for aprovado, será mais um problema para o empresário. Confesso que não tenho meios financeiros para agregar essa despesa. Acho que a ideia é muito boa, visando o meio ambiente, mas é inviável na crise que estamos vivendo implementar isso”, finalizou

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