Projeto de Saúde é desenvolvido nos presídios em São Gonçalo

O Ministério da Saúde criou um programa para garantir que os sistemas prisionais tenham uma linha de cuidados da atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é evitar que as pessoas privadas de liberdade tenham que sair da unidade para se tratar. São Gonçalo é a cidade pioneira na implantação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (Pnaisp) no Estado do Rio de Janeiro.

Atualmente, o município conta com uma média de 4 mil pessoas nos dois presídios existentes, Tiago Teles de Castro Domingues e Juíza Patrícia Lourival Acioli, ambos em Guaxindiba.

A adesão ao programa, elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil de São Gonçalo traz benefícios para todos os privados de liberdade e seus familiares, policiais penais e demais pessoas envolvidas na administração penitenciária.

Os governos federal e estadual custeiam os profissionais de saúde e os insumos. Assim, a Prefeitura de São Gonçalo não tem qualquer custo de saúde com essa população.

Atualmente, o programa conta com quatro equipes multidisciplinares, cada uma com 11 pessoas, entre enfermeiros, médicos, técnicos de enfermagem, psiquiatra, psicólogo, dentista, assistente social, auxiliar de saúde bucal. As equipes foram ampliadas em julho deste ano, passando de duas para quatro. Os atendimentos acontecem sempre de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. O trabalho de prevenção facilita o diagnóstico precoce e demais agravos decorrentes do cárcere. As consultas de emergência também são garantidas.

Outras ações de saúde também chegam aos presídios, como as vacinações contra gripe e coronavírus, inscrição no cartão do SUS e exames laboratoriais de sangue.

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