Projeto de intervenções no Sossego passará por alterações

Raquel Morais

O projeto de intervenção na Praia do Sossego, na Região Oceânica de Niterói, está sendo analisado pelo Conselho de Meio Ambiente e terá algumas alterações. Com isso se arrastará por mais algum tempo a construção da sede da Guarda Ambiental (GA), parte da conservação do projeto Niterói Mais Verde, no local. Inicialmente, as obras seriam finalizadas no primeiro semestre desse ano.

O espaço, batizado de Parque Natural Municipal de Niterói (PARTIR), continua sem nenhum tipo de interferência pública, como obras ou restrição do acesso. O caminho da praia continua de barro, com suporte de pneus, as placas indicativas da praia estão pichadas, desordem no estacionamento e, por conta da alta temperatura, o movimento está grande e com isso o lixo está literalmente saltando da lixeira. Uma licitação seria feita no início de 2016 pela Empresa Municipal de Moradia, Urbanismo e Saneamento (Emusa) para escolher a empresa que iria construir a sede da GA. Em nota, a Prefeitura de Niterói informou que a licitação não foi realizada em função do ano eleitoral e que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade solicitou novas alterações, visando incorporar tecnologias alternativas de geração de energia e uso de água.

O empresário André Mollins, de 22 anos, aprovou a construção do parque no espaço natural desde que garantam a preservação do local. Já a professora Maiara Areias, de 20 anos, se mostrou radicalmente contra. “Acredito que tem como ter uma intervenção pública, preservação e cuidado com o meio ambiente sem precisar restringir acesso, por exemplo”, apontou.

Já a estudante de pedagogia, Juliete Sales, de 21 anos, ressaltou os pontos positivos do projeto. “O acesso para a praia está ruim, são muitos buracos e não tem apoio como um corrimão. Se entre as mudanças estiver essa melhoria, será bom”, frisou.

No início do ano, em entrevista para A TRIBUNA, o vice-prefeito Axel Grael, mentor do projeto, disse que iria ser construída uma trilha até a praia, além de “uma equipe permanente no acesso e um trabalho de educação ambiental e fiscalização para evitar usos que possam gerar impactos de degradação”. Uma reclamação de frequentadores da praia é em relação aos pneus do acesso à areia. Segundo eles quando chove os pneus acumulam água e após às 17h os mosquitos são muito presentes no espaço. Sobre essa questão, a Fundação Municipal de Saúde informou que a área é coberta por agentes setorizados que realizam fiscalização e vistorias em toda a região, combatendo possíveis focos do mosquito e orientando a população. Uma nova vistoria do Serviço de Controle de Vetores (Secov) está agendada para esta quinta-feira (22).

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