Projeto Botinho corre risco de não acontecer pela segunda vez

Anderson Carvalho –

Devido à grave crise enfrentada pelo estado, pelo segundo ano consecutivo o Projeto Botinho corre o risco de não acontecer. O Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro, responsável, pelo programa, informou que ainda não há definição sobre a execução do mesmo este ano nas praias fluminenses. No ano passado, a edição do projeto foi suspensa devido ao estado de calamidade pública que o Rio enfrentava e foi prorrogado no final de 2017 até dezembro deste ano.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o adiamento foi decidido depois de uma análise da viabilidade de execução do programa dentro dos padrões exigidos em todo o estado. Sendo realizado desde 1963, funcionava como uma espécie de colônia de férias para as crianças.

Em 2016, último ano da realização do projeto, cerca de sete mil crianças e adolescentes participaram das atividades no litoral fluminense, incluindo em Niterói. Na cidade, ocorria nas praias de Icaraí e Piratininga. Menores de 7 aos 17 anos recebiam orientações sobre as condições do mar, risco de afogamento, identificação de placas e noção de primeiros socorros, além de atividades físicas e aulas sobre preservação ambiental. No final, os participantes recebiam um certificado e ainda faziam uma demonstração das ações que aprenderam ao longo da formação.

Em Niterói, São Gonçalo e Maricá o projeto era de responsabilidade do 4° Grupamento Marítimo de Niterói (GMAR). Em Maricá, as atividades aconteciam nas praias de Itaipuaçu e Ponta Negra e em São Gonçalo, no Piscinão.

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