Programa Estadual de Transplantes do Rio está em terceiro lugar no ranking de doadores

O Programa Estadual de Transplantes (PET) da Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio de Janeiro está em terceiro lugar no ranking de doadores de órgãos. No último domingo o projeto completou 10 anos e já realizou 18.898 transplantes. O primeiro trimestre de 2020 também foi registrado o maior número nessa década, com 254 transplantes, o que representa a superação em 54% no mesmo período de 2019.

A taxa de autorização das famílias para a doação de órgãos aumentou de 38% para 72% em nove meses. Boa parte desse aumento, que inclusive superou a média nacional de 40%, está relacionado com os treinamentos das equipes de Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), “Nossa busca diária é pelo ‘sim’ das famílias e é gratificante observar como a população do Rio de Janeiro tem respondido a esse chamado de solidariedade. O resultado do nosso trabalho ao longo dessa década evoluiu de forma gradual, pela conscientização, e o melhor reflexo são as histórias de superação e recomeços. Salvar vidas é o que nos move todos os dias”, contou.

O advogado Edgard Massa, de 76 anos, sabe muito bem o que significa a importância do transplante. Ele ficou cinco anos na fila à espera de um rim para acabar com o sofrimento do tratamento renal através da hemodiálise. “Em novembro de 2011 tive a notícia que iria receber um rim e foi uma das maiores emoções da minha vida. Na mesa de cirurgia eu ouvi o médico dizendo que o rim era de uma criança de oito anos que teria caído de uma laje e teve morte cerebral. Graças ao desprendimento dessa família eu estou vivo e rezo todas as noites por eles, mesmo sem saber quem são. É um sentimento sensacional poder continuar vivendo com melhor qualidade de vida. Eu já avisei para minha família que quero ser doador para poder também fazer esse bem”, contou emocionado ao lembrar quando estava com 68 anos e recebeu o órgão.

O PET faz transplantes, inclusive de captação, de coração, fígado, rim, pâncreas, medula óssea, osso, pele, córnea e esclera, segundo nota. Ainda de acordo com o informe para descentralizar da capital do estado a campanha de doação de órgãos, a ampliação do número de Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) é a principal estratégia de 2020, passando de quatro para nove, no Rio de Janeiro (duas), Niterói, Nova Iguaçu, Petrópolis, Araruama, Itaperuna, Campos e Barra Mansa. As OPOs são responsáveis pelo apoio operacional ao processo de doação, dedicando, além de profissionais em tempo integral e meios de comunicação eficientes, o aparato logístico para um transporte mais ágil e seguro desde a captação dos órgãos até a cirurgia de transplante

“O PET tem sido uma prioridade desde o início da atual gestão. Por isso, instituímos o repasse anual de R$ 25 milhões ao programa, que vai nos ajudar a expandir a rede de transplantes pelo estado. Outra meta é zerar a fila de transplantes de córnea até 2022. O PET é um trabalho que nos orgulha e vamos nos dedicar a quebrar recordes, porque, mais do que números, eles representam novas oportunidades de vida aos pacientes”, indicou Edmar Santos, secretário de pasta.

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