Professores de SG recusam proposta e mantêm greve

Raquel Morais –

A rede municipal de Educação de São Gonçalo continua em greve por tempo indeterminado. A categoria aderiu ao movimento na última sexta-feira e, após reunião na manhã de ontem com membros do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-SG), decidiram pela continuidade da greve. A adesão nas escolas permanece em 75%, mas a tendência é a expansão da paralisação, conforme prevê o sindicato. O grupo luta contra a defasagem salarial, por melhores condições de trabalho e revisão dos benefícios, como auxílio-transporte.

O comando de greve se reuniu com professores e funcionários da educação pública na Colégio Municipal Presidente Castelo Branco, no Boaçu, e depois partiram em caminhada até a sede da prefeitura, no Centro. Representantes do Sepe-SG foram recebidos pelo secretário de educação, José Augusto Abreu Nunes, mas a direção do sindicato garantiu que a proposta não foi atrativa para a categoria.

“A proposta foi absurda e imoral, e não temos como aceitar. Conseguiram piorar o que estava ruim e ofereceram dar o reajuste para os três primeiros níveis do plano de carreira e os demais professores e funcionários estariam fora do reajuste. Não queremos isso”, comentou Michele Alvarenga, diretora do sindicato.

No último dia 30, o Sepe-SG notificou ao Ministério Público sobre a greve da rede municipal e apresentou a pauta de reivindicação da categoria, que inclui gestão democrática através da eleição para diretores, reajuste salarial e melhores condições de trabalho. A escolha para cargos de diretores de colégios se dá, atualmente, por indicação e o sindicato quer que haja eleição, como forma de dar mais transparência ao processo. Ainda segundo o Sepe-SG, o último reajuste foi em 2015, de 6,54% para professores e 1,5% para funcionários. Mas garante que o correto seria ter sido elevado em 12%.

A Secretaria Municipal de Educação afirma que está dialogando com o Sepe e o Ministério Público (MP) sobre as reivindicações da categoria, e estuda uma nova proposta junto ao MP, em função da falta de recursos financeiros do município. “A prefeitura faz questão de esclarecer que vem realizando todos os pagamentos em dia, inclusive metade do 13° salário. Ressalta-se que todos os esforços estão sendo realizados pela equipe financeira da PMSG para o cumprimento do piso nacional. Em reunião com o MP, a PMSG se dispôs a pagar o piso por abono até que consiga incorporar para toda a classe dos professores”.

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