Professores de São Gonçalo cobram reajuste de 12%

Raquel Morais –

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação de São Gonçalo (Sepe SG) realizou, na manhã de ontem, uma manifestação na frente da Prefeitura de São Gonçalo, no Centro. Cerca de 50 professores e funcionários da educação protestaram contra o não cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado entre o sindicato e a secretaria municipal de educação. A categoria cobra o reajuste de 12% referente a perda salarial, que teria que ter sido repassado até junho.

Segundo informações do Sepe-SG, no último dia 18 a categoria fez uma assembleia e ficou acordado que se o repasse não estivesse no contracheque, eles fariam uma paralisação 24 horas. “Temos que respeitar as decisões da assembleia e vamos continuar nessa luta até conseguirmos ter o nosso direito respeitado. Embora o secretário diga que não está descumprindo o TAC isso é claro, e nos nossos documentos isso não foi apresentado ainda”, comentou a diretora, Maria Nascimento.

A categoria usou faixas e carro de som na frente da administração municipal para chamar atenção de quem passava pelo local e também dos secretários e funcionários da prefeitura. Além da questão da perda salarial, também foram apontados outros problemas que os professores enfrentam, desde estruturais até mesmo em relação as licenças sindicais que foram retiradas dos representantes do sindicato. “Estamos esperando o parecer da justiça e também não vamos deixar esse assunto cair no esquecimento”, completou Maria.

“O comprometimento existe, vai ser pago desde 1º de junho como está acordado. Mas dependemos da autorização do Legislativo, de acordo com o Art. 16, inciso 17 da Lei Orgânica do Município. Então, vai ser pago. Tivemos o cuidado de informar ao Ministério Público, ao sindicato, aos diretores e a todos os professores através de um ofício, reafirmando o compromisso de pagar a partir de 1º de junho. Então não há motivo para dúvidas, nós estamos aguardando a autorização do Legislativo, que a Legislação Municipal pede. Não é possível fazer nenhum pagamento, nenhum acréscimo na folha sem aprovação do Legislativo. Nós encaminhamos e vamos honrar o pagamento a partir de 1º de junho”, contou o secretário municipal de Educação, Marcelo Azeredo.

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