Professores da UFF desenvolvem medicamento contra câncer de mama

Anderson Carvalho

Os testes estão sendo feitos na Fiocruz da Bahia e pesquisadores da Ufam. A pesquisa foi iniciada em 2013, quando a substância foi desenvolvida pelos professores da UFF. Os testes começaram a ser feitos em 2014. A equipe da UFF, que acompanha os trabalhos, é composta por estudantes, sendo dois com pós-doutorado, um doutorando e um aluno de iniciação científica. Todos de Química Orgânica. Os testes revelaram redução significativa do crescimento e do peso do tumor sem quaisquer efeitos aparentes de toxicidade nos animais.

“Combater células cancerígenas não é uma tarefa fácil, pois elas se parecem muito com as células sadias. Esta descoberta, além dos benefícios em si, pode representar o primeiro medicamento sintético genuinamente brasileiro nas prateleiras das farmácias”, destacou Fernando. No momento, o grupo estuda se o remédio será aplicado em cápsulas ou por injeção. 1 - FOTO PROFESSOR MATÉRIA CÂNCER DE MAMA

Tratamento atual
O tratamento do câncer de mama varia de acordo com o estadiamento da doença, suas características biológicas, bem como das condições da paciente (idade, status menopausal, comorbidades e preferências). A doença é mais comum em mulheres e mais rara em homens. O prognóstico do câncer de mama depende da extensão da doença, assim como das características do tumor. Quando é diagnosticada no início, o tratamento tem maior potencial curativo. Quando há evidências de metástases (doença a distância), o tratamento tem por objetivos principais prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida. As modalidades de tratamento do câncer de mama podem ser divididas em: Tratamento local: cirurgia e radioterapia (além de reconstrução mamária) e Tratamento sistêmico: quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica.

Números
De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), “no país, a estimativa para o biênio 2016-2017 aponta a ocorrência de cerca de 600 mil casos novos de câncer”. Excluindo o câncer de pele não melanoma (cerca de 180 mil novos casos), em torno de 420 mil pessoas terão a doença, perfil semelhante ao da América Latina e do Caribe, onde os mais frequentes são de mama (58 mil) em mulheres e de próstata (61 mil) em homens. Ainda segundo dados do instituto, em 2016 a estimativa brasileira foi de 57.960 novos casos de câncer de mama. De todos os tipos de tumores malignos em mulheres, o de mama corresponde a 28%, a cada ano. Já nos homens, a doença é rara (1% do total).

Para o Brasil, em 2017, são esperados 57.960 casos novos de câncer de mama, com um risco estimado de 56,20 casos a cada 100 mil mulheres. No estado do Rio de Janeiro, estimam-se 8.020 casos novos de câncer de mama para 2017, com um risco estimado de 91,25 casos a cada 100 mil mulheres.

Prevenção
Por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama. Controlar o peso corporal e evitar a obesidade, por meio da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos, e evitar o consumo de bebidas alcoólicas são recomendações básicas para prevenir o câncer de mama. A amamentação também é considerada um fator protetor.

A terapia de reposição hormonal (TRH), quando estritamente indicada, deve ser feita sob rigoroso controle médico e pelo mínimo de tempo necessário.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

5 × 1 =