Professores anunciam greve e exigem inclusão nos grupos prioritários de vacinação contra Covid-19

Professores das redes municipal e estadual do Rio anunciaram uma greve contra a volta das aulas presenciais, que estão programadas para os meses de fevereiro e março. Os profissionais de educação reivindicam a manutenção do trabalho remoto e defendem a inclusão da categoria entre os grupos prioritários da campanha de vacinação contra a Covid-19

Professores e outros profissionais aprovaram “greve pela vida”, em assembleia virtual realizada na sexta-feira (29), no Sindicato dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe-RJ) . A categoria é contra a volta do trabalho presencial enquanto não houver a vacinação. Cerca de 500 servidores se inscreveram para participar da assembleia e 289 votaram. A greve foi aprovada com 88,6% dos participantes. O ano letivo estava previsto para ser retomado, na rede estadual, a partir do dia 8 de fevereiro, mas somente com atividades virtuais, avaliação diagnóstica e entrega de plano de estudos.

De acordo com a Secretaria de Estado da Educação (Seeduc), a retomada é destinada para cerca de 10% de alunos que não têm acesso à internet. A confirmação da data depende da avaliação de risco da Covid-19, por meio das bandeiras verde, amarela, laranja e vermelha, divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde. O Sindicato dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe-RJ) ficou de enviar ao governo propostas de alternativas pedagógicas. De acordo com o órgão, os trabalhadores cobram que cada unidade tenha autonomia para debater e decidir as opções para o ano letivo. Uma nova assembleia foi programada para o dia 11 de fevereiro.

A Seeduc informou que respeita a decisão da assembleia, mas que entende que o retorno é essencial após um ano de interrupção das aulas, especialmente para estudantes em situação de maior vulnerabilidade. Para evitar novos contágios pelo novo coronavírus, a pasta informou que os profissionais com comorbidades vão ser mantidos apenas nas atividades remotas. Também as escolas da Região Metropolitana do Rio devem ter horário alternativo para evitar aglomerações no transporte público.

“Os estudantes poderão ir à escola em sistema de revezamento de dias e turmas, para tirar suas dúvidas e ter acesso a recursos de áudio e vídeo produzidos para este período”, informou em nota. Em assembleia virtual realizada nesta sexta-feira pelo Sindicato dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe-RJ), os professores e demais servidores da rede estadual de ensino decidiram pela deflagração da “greve pela vida” contra a volta às atividades presenciais. A votação foi concluída de noite e, entre os presentes, 89% optaram pela paralisação.

A categoria já havia sinalizado que o retorno presencial só seria aceito após vacinação completa dos educadores, medida que ainda não saiu do papel. Na assembleia, ficou decidido que os que forem convocados para as atividades não devem comparecer às suas unidades. “Com isto, os professores e funcionários das escolas estaduais mantiveram a posição contrária à volta do trabalho presencial nas unidades escolares como forma de resguardar a saúde da categoria, dos alunos e da população em geral”, informou o Sepe, por meio de nota.

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