Professora é barbaramente assassinada em São Gonçalo

A equipe de investigação da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) passou a trabalhar para elucidar um crime misterioso e bárbaro ocorrido na noite de segunda-feira no interior de uma residência no bairro de Rio do Ouro, em São Gonçalo. A educadora infantil Angélica de Figueiredo Lima, de 42 anos, foi atacada, torturada e morta dentro de sua residência na Rua Manuel Gonçalves Montes e a principal linha de investigação até momento seria a de crime passional, já que nada foi roubado da vítima. O assassino conhecia a rotina de Angélica que, segundo informação de pessoas ligadas à família, amigos e vizinhos, era solteira. O sepultamento de Angélica será realizado às 17 horas no Cemitério Parque da Paz, no bairro Pacheco.

Escola onde Angélica trabalhava, em Niterói

Na noite de segunda-feira, por volta das 20 horas, Angélica – que trabalhava como professora há quatro anos na Creche Escola Passo a Passo, na Rua Fagundes Varela, no Ingá, Zona Sul de Niterói – chegava em sua residência, onde morava sozinha, quando teria sido surpreendida pelo assassino (ou assassina) dentro do imóvel. Houve luta corporal e Angélica foi violentamente agredida e torturada, sendo usado inclusive um ferro de passar roupa quente para torturar e queimar a vítima. Além disso, Angélica foi atacada com uma tesoura e houve tentativa de estrangulamento da vítima com um fio.

Muito ferida, após a fuga do assassino – que teria levado um aparelho celular da vítima – Angélica ainda conseguiu entrar em contato com um parente, que a socorreu e a levou agonizando para o Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, onde a professora morreu ao dar entrada na unidade.

Dentro do imóvel, agentes da DHNSG, que periciaram o local, encontraram a casa revirada, com muitas marcas de sangue e luta corporal. Policiais e vizinhos acreditam que a educadora tenha gritado por socorro enquanto tentava se livrar do assassino, mas seus gritos não teriam sido ouvidos, já que em frente à casa da vítima ocorria um culto evangélico, com som muito alto, o que impediu qualquer possibilidade de ajuda. Também não havia sinais de arrombamento do imóvel.

Casa onde a educadora morava, em São Gonçalo

Outro motivo que impossibilitou o socorro à Angélica foi o fato que um tio da professora, que reside em outro imóvel nos fundas da casa da educadora, tinha ido a um culto e não estava em casa.

Comportamento reservado com vizinhos
Para os vizinhos de Angélica, a professora era uma pessoa muito reservada, nem por isso menos querida. Nascida e criada na rua onde ocorreu o crime, sua morte causou grande consternação e estarrecimento. “Era uma pessoa muito quieta e reservada. Todos nós, vizinhos, sabíamos que se tratava de uma pessoa trabalhadora e honesta. Ela morava sozinha e um tio residia em outro imóvel, na parte de trás da casa dela. Apesar da rua precisar de uma iluminação melhor, não havia registros de violência por aqui. Os moradores estão horrorizados com o que aconteceu”, afirmou um morador que não quis se identificar.

“Ela era tranquila. Não era de falar muito, nem de se meter com ninguém. Gostava de ficar na janela de sua casa e levava uma vida tranquila. Gente muito boa. Nunca a vi chegando com namorado ou outra pessoa estranha”, informou outro morador, que também manteve o anonimato.
Na Creche Escola Passo a Passo, no Ingá, a própria diretora da instituição de ensino, professora Fernanda Menezes de Vasconcelos, enalteceu o caráter e comportamento da educadora. As aulas foram suspensas em sinal de luto, durante a manhã, e os responsáveis avisados para buscar as crianças. Um aviso de falecimento foi fixado para comunicar a morte da professora.

“Ela trabalhava aqui fazia quatro anos. Uma profissional exemplar e amiga. Estamos suspendendo as aulas. Era muito calma, solidária e habilidosa com as crianças. Nosso trabalho sempre foi enriquecido com a presença dela. Estamos muito tristes por esse crime bárbaro. Hoje nos solidarizamos com a família”, afirmou, ainda abalada, Fernanda Menezes. Ela acrescentou que Angélica trabalhava em período integral, com crianças na faixa de 2 anos de idade. “Era muito alegre e paciente. Temos que pensar na pessoa que ela foi e enaltecer isso, e evitar de pensar na agressividade do fato. Temos que pensar na pessoa que ela foi, e ela foi exemplar”, finalizou.

2 thoughts on “Professora é barbaramente assassinada em São Gonçalo

  • 25 de setembro de 2019 em 04:03
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    Será q a imprensa dará a mesma importância do caso Agatha ou vai cair no esquecimento?

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  • 25 de setembro de 2019 em 04:08
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    E qdo será q os frequentadores dessas igrejas vão entender q Deus não é surdo? Será q precisa desenhar ou conseguem entender?

    Resposta

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