Professor é vítima de racismo pela segunda vez em menos de um mês

Pela segunda vez em menos de um mês o professor José Nilton Júnior foi vítima de racismo através da internet. Dessa vez o assunto não foi resolvido de maneira pacífica e o caso foi registrado na 77ªDP (Icaraí). O professor, mestre em História da África pela Universidade Federal do Rio De Janeiro (UFRJ), foi chamado de ‘macaco’ e entre os xingamentos e agressões verbais um dos adolescentes disse: “macaco volta para a selva”.

Dois ex-alunos teriam feito um vídeo e postado no Instagram mas logo depois apagaram. Mas assim como aconteceu na primeira vez que sofreu o racismo os próprios alunos repostaram o vídeo em outra rede social, o Twiter, e marcaram o professor que também é Coordenador da área de Ciências Humanas do Colégio La Salle Abel, em Icaraí, na Zona Sul de Niterói. “Estou bastante chateado e já prestei queixa no domingo [12] na delegacia. Entreguei o vídeo também. Eles são mais velhos e não são mais meus alunos. Eu não sei em que escola eles estudam atualmente. Lembro que eles eram alunos indisciplinados mas falta de respeito eu não sou obrigado a aguentar. Eu vou levar para frente, estou sendo orientado por advogado e isso não vai ficar assim. Estou indignado, triste e incrédulo sem acreditar que isso está acontecendo gratuitamente”, lamentou.

O primeiro episódio de racismo foi no dia 8 de junho enquanto dava aula online de história para uma turma do 7º ano do Colégio La Salle Abel, em Icaraí, na Zona Sul de Niterói, que foi vítima de racismo em uma aula online de história que ministrava no dia. Na ocasião, que ele foi chamado de ‘gorila’ e ‘macaco’ por um aluno de 12 anos, ele preferiu uma reunião online entre direção, pais do aluno e o próprio aluno além de criar na unidade de ensino um Comitê das Relações Étnicas-Raciais com a função de implementar uma política de combate e conscientização contra o racismo dentro da unidade escolar.

“O primeiro caso eu considerei pois era uma criança que ainda está em processo de formação. Mas eles já devem ter entre 14 e 15 anos. Racismo é um discurso de ódio e não tem justificativa. Alguém tem que se responsabilizado por isso e dessa vez eu vou até o final”, completou o professor.

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