Produção de mexilhões é assunto de projeto para ajudar setor

Pescadores e catadores de mexilhão viraram tema do projeto Futuro Próspero da Produção de Mexilhões em Niterói: da tradição ao dinamismo. O projeto tem vários objetivos, entre eles, proporcionar melhores condições das atividades dos marisqueiros, o desenvolvimento econômico do setor e do turismo, garantir a segurança no alimento e preservar a cultura da atividade que é centenária e tradicional na cidade.

A Fundação Euclides da Cunha (FEC), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e o Programa de Desenvolvimento de Projetos Aplicados (PDPA) da Prefeitura de Niterói desenvolveram o projeto. A FEC informou que a produção brasileira de moluscos bivalves corresponde a 22 mil toneladas por ano, segundo o IBGE, colocando o país entre os que mais produzem mexilhões no mundo. Em Niterói, esta é uma atividade tradicional, que envolve tanto o extrativismo como a maricultura.

A cidade tem alguns pontos importantes da coleta de mexilhão, como por exemplo, em Jurujuba, Boa Viagem e na Região Oceânica, como em Itaipu, por exemplo. Nesses locais a prática chega a ser tradicional e muitas vezes a profissão de marisqueiro passa de pai para filho. “É muito comum e a prática de extração do mexilhão é muito antiga e tradicional, já que existem muitas famílias que vivem do mexilhão. A pesca em Itaipu é tradicional e artesanal e quando tem peixe eles pescam, e quando tem mexilhão eles catam. Eles respeitam a sazonalidade do pescado e dos frutos do mar. O processo é artesanal e tem que ser vendido muito fresco, pois o mexilhão é o filtro do mar. Por isso tem que saber de onde ele é retirado. É muito importante esse projeto”, frisou o diretor da Colônia Z-07, em Itaipu, Aurivaldo José Almeida.

A pesquisadora prof. Eliana Mesquita, que é coordenadora do projeto, salientou que a prática passa de pai para filho e a pesquisa é uma forma de preservação da cultura local e de fomento do turismo. “Este é um conhecimento extremamente importante para o presente e o futuro da produção de moluscos bivalves de forma sustentável e rentável. Seria uma forma de preservar a atividade de grande importância para o município, evitando o êxodo dos filhos de pescadores que buscam, hoje, outras formas de subsistência. Há que se manter a identidade dessas comunidades reconhecidamente como produtores de alimentos de alto valor nutricional e importantes para os turistas que aqui chegam em busca de uma gastronomia própria da região”, frisou.

Raquel Morais

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