Procura por produtos artesanais cresce em Niterói durante a pandemia

A pandemia mudou os hábitos de muita gente e isso compreende todos os setores, desde a economia até mesmo a alimentação. A desaceleração do ritmo de vida está impactando muitas a rotina das pessoas, que estão até mesmo repensando os produtos consumidos. Nesse contexto, os alimentos mais naturais e artesanais estão em alta em Niterói. Eles vão desde o azeite artesanal até os saudosos ovos caipiras. O importante é valorizar a saúde, estimular o pequeno produtor e diminuir o consumo de aditivos químicos diretos e indiretamente, através até mesmo dos remédios que os animais tomam e chegam nas mesas de todo o mundo.

O engenheiro Márcio Eduardo Prado Vasques investiu em uma linha de azeite artesanal, o Prado&Vazquez, batizado em Niterói, mas produzido na Serra da Mantiqueira, no Sul de Minas Gerais. Na safra de 2020 foram colhidas 45 toneladas de azeitona com cinco mil litros de azeite puro extra virgem. E o negócio já rendeu outras produções como o mel de abelha, que foi consequência do azeite.

“Colocamos as colmeias para polinizar as oliveiras e aumentar a produção de frutos, ou seja, das azeitonas. Aí começamos a pensar no mel e já estamos comercializando o mel puro sem nenhum tipo de aditivo e com produção de 120 litros de mel por mês”, conta Márcio.

“As vendas dos produtos artesanais estão boas e estáveis desde o início da pandemia. As pessoas estão se preocupando com a alimentação nesse momento”, completa o dono da Fazenda Cauré, que fica na cidade de Alagoa, em Minas Gerais.

Foi justamente o que aconteceu com a agente de turismo Andreia Almeida, de 47 anos, que criou o Massa do Chef durante a pandemia, quando viu seu trabalho como guia se reduzir a zero.

“Eu e meu filho sempre cozinhamos juntos e nosso nhoque é uma delícia. Então conversamos e resolvemos fazer para vender para amigos e o negócio foi se expandindo. O meu setor será o último a se normalizar depois dessa pandemia e tive que me reinventar. Toda a preparação da massa é artesanal, desde o cozimento da batata até o corte do nhoque na mesa com farinha”, explica Andreia, lembrando que a massa fresca dura sete dias na geladeira.

“Justamente por não ter nenhum aditivo químico a validade é muito curta. Esse é o diferencial”, afirma.

E pensando na qualidade do produto final o veterinário André Carlos de Souza cuida com muito amor e carinho das 30 galinhas em sua mini fazenda no Barreto, na Zona Norte de Niterói. Ele afirma que as galinhas são criadas de forma caipira, sem confinamento e sem o estresse populacional que acontece nas granjas, o que propicia até o canibalismo entre elas.

“Isso reflete na qualidade do ovo que tem até maior concentração de ômega 3 e 6. Elas são criadas soltas com direito a tomar banho de sol e banho de terra, comportamento normal das galinhas, e ainda têm a liberdade de expressar todo o seu comportamento animal. Elas não adoecem e não usam remédios e antibióticos e isso reflete na qualidade do produto”, frisa André, que tem uma produção de 450 ovos por mês.

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