Procissão marítima homenageia Nossa Senhora da Boa Viagem

Um dos principais cartões-postais de Niterói, a Ilha de Boa Viagem, reaberta há oito meses pela Prefeitura após numerosas obras de recuperação, será palco neste domingo (23) de missa especial em homenagem à Nossa Senhora da Boa Viagem. Será a retomada de uma tradição do século XVII, com a realização de Procissão Marítima em honra da padroeira com término na Ilha, que vem sendo visitada por turistas de diversos cantos do Brasil e do mundo.

A realização do evento é do Apostolado de Nossa Senhora da Boa Viagem e do 4º Grupo Escoteiro Gaviões do Mar da Boa Viagem, com apoio da Paróquia de São Domingos de Gusmão e da Neltur.

A saída está prevista para as 8h, na Marina do Shopping Bay Market. As embarcações devem chegar às 9h na Boa Viagem. Às 10h acontece a missa, no alto da ilha.

Fechada havia cerca de 30 anos, a Ilha da Boa Viagem passou por uma repaginação e hoje é um dos principais atrativos turísticos da cidade com acesso aos sábados, domingos e feriados nacionais. Funciona nos horários de 9h às 12h, e de 14h às 16h. Por dia, são feitas quatro saídas, às 9h, às 11h, às 14h e às16h, em grupos de cerca 30 pessoas.

Dos turistas estrangeiros, a maioria veio de Argentina, Peru e Colômbia, mas já apareceram visitantes da Bulgária, França, Chile, Rússia, Paraguai, Bolívia, Filipinas e Canadá. Dos estados brasileiros, os visitantes foram de Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Pernambuco e Pará. Entre os brasileiros, a maioria foi proveniente das cidades vizinhas do Rio de Janeiro, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí.

O Apostolado mantém também a tradição de, todo quarto domingo do mês, realizar uma missa no alto da Ilha na Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem. Julio Cesar de Carvalho Ricart, vice-presidente do Apostolado de Nossa Senhora da Boa Viagem, ressalta essa tradição de fé e devoção a Nossa Senhora da Boa Viagem.

Antigos navegantes paravam aos pés da Ilha
A construção da ermida de Nossa Senhora da Boa Viagem, no alto da Ilha da Boa Viagem, foi feita por pedido de Diogo Carvalho Fontoura, provedor da Real Fazenda do Rio de Janeiro e devoto da santa. A tradição de romarias ao santuário vem desde 1666, reunindo pequenas embarcações de todos recantos da baía, que saudavam a santa pedindo proteção.

Esta tradição é originária de Portugal, tendo continuidade no Brasil. As pessoas que viajavam pelo mar pediam proteção a Nossa Senhora para retornarem aos seus lares. A Santa virou símbolo de proteção dos navegantes contra as tempestades e demais perigos do mar.

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