Problemas no Joaquim Távora dificultam aprendizado

Raquel Morais

Alguns problemas no Colégio Estadual Joaquim Távora, em Icaraí, podem prejudicar o aprendizado dos alunos. Professores e alunos, que não se identificaram, relataram que há venda ilegal de uniformes para os alunos, ar-condionado com defeito e ventiladores queimados, atraso na entrega dos livros e falta de policial militar fazendo ronda dentro da escola.

O colégio, que tem acesso por dentro do Campo de São Bento, não deixa a desejar quando visto por fora. Aparelhos de ar-condicionado estão instalados nas janelas e a pintura está em dia, mas por dentro a realidade é outra. Segundo relatos dos jovens, os livros não chegaram e os alunos foram informados que estes só vão chegar no meio do ano.

“Vamos ter que dividir os livros com vários colegas de turma. Já fomos avisados que não vamos ficar em duplas, por exemplo, e sim em grupos com apenas um exemplar do livro. Enquanto isso temos que copiar textos enormes no caderno, o que faz a gente perder muito tempo de ensino, enquanto o professor passa para o quadro o conteúdo”, comentou um aluno.

Os estudantes também comentaram que o policial militar que fazia segurança no ano passado no pátio foi retirado e a escola está sem policiamento. “A PM sempre ficou dentro da escola para garantir a total segurança dos alunos, dos professores e funcionários. Esse ano já não contamos com esse apoio”, explicou uma professora, que também manteve a identidade preservada com medo de retaliações.

A merenda também é alvo de reclamação. Desde o ano passado só é servido lanche, normalmente um copo de refresco e três biscoitos. “Eu sou obrigado a comer esse lanche pois é a única coisa que tem. Fico com fome até a aula acabar e chegar em casa para jantar. Também não podemos repetir o lanche. Em dia de educação física é difícil fazer esportes nesse calor com três biscoitos na barriga”, desabafou o estudante.

A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) explicou que faz parte do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), do Ministério da Educação (MEC), e a entrega dos livros nas escolas da rede estadual de ensino é realizada diretamente pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O envio dos livros teve início em novembro de 2016, com previsão final para este mês. Sobre os aparelhos de ar-condicionado e ventiladores, no final de 2016 a unidade recebeu mais de 30 novos ventiladores, que serão instalados nas próximas semanas. No entanto, uma equipe da Seeduc irá à unidade realizar a manutenção dos aparelhos que eventualmente estiverem com algum problema. Sobre a segurança, a escola é atendida pela Ronda Escolar, da Polícia Militar, no entorno dos colégios e oferece o apoio necessário. A Seeduc destacou que o cardápio da merenda escolar nas unidades de ensino da rede estadual é elaborado por nutricionistas e atende às recomendações nutricionais estabelecidas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), portanto, dentro da legalidade. No entanto, não explicou porque só tem servido lanche desde o ano passado.

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