Problemas na UPA do Fonseca preocupam funcionários e pacientes

Raquel Morais –

A Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) 24 Horas no Fonseca continua com alguns problemas que comprometem o atendimento pelo serviço público de saúde. Após muitas denúncias e investigações sobre a falta de ar-condicionado e problemas estruturais em todo o Estado, veiculadas no início desse ano, a unidade de Niterói continua com problemas. Além da falta de aparelhos para climatização e banheiros interditados, por exemplo, funcionários estão sem receber o 13º salário de 2016 e 2017. Já na UPA do Colubandê, em São Gonçalo, os problemas foram sanados após as denúncias e usuários elogiaram a estrutura física e atendimentos prestados.

Na UPA do Fonseca a estrutura é precária. Dos quatro banheiros apenas um está funcionando. Um emaranhado elétrico chama atenção de quem passa pelo primeiro atendimento no balcão. Um cavalete com aviso de manutenção foi colocado em cima da fiação para isolar a área. Funcionários da unidade apontaram que alguns aparelhos de ar condicionado foram consertados, mas há ambientes que se encontram sem climatização, como as salas de procedimento, eletro e medicação.

Além disso, os quatro leitos de emergência da sala vermelha teriam que ter quatro monitores, um para cada um, e respiradores mecânicos. Mas atualmente apenas um equipamento de cada está disponível para uso. “O trabalho fica diferente quando a gente tem meios para trabalhar. Estamos sem equipamentos básicos para salvar vidas, como é o caso do respirador mecânico, que ajuda pacientes com falta de ar. Nós temos que literalmente contar com a sorte de não chegarem dois pacientes precisando desse equipamento, senão nem sabemos o que fazer”, desabafou uma funcionária que não quis se identificar.

Já as mudanças foram percebidas pela reportagem de A TRIBUNA na UPA do Colubandê, onde todos os banheiros estavam abertos, limpos e com os itens básicos como papel higiênico, por exemplo. O ar condicionado da recepção ligado e funcionando, havia copo descartável para água na recepção e o chamamento eletrônico de pacientes em uso. “O salário está em dia e a equipe de manutenção está com equipamentos e ferramentas para resolverem os problemas da unidade. Trabalhar assim é mais fácil”, pontuou um funcionário que não quis se identificar.
A Secretária estadual de Saúde (SES) e a OS Instituto dos Lagos Rio, responsável pela administração da UPA Fonseca, foram questionadas sobre os assuntos, mas até o fechamento dessa edição não se manifestaram.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *