Problemas emocionais podem aumentar em 10 vezes o risco de acidentes de trânsito

Raquel Morais –

Tristeza. Ansiedade. Nervosismo. Esses são sintomas de problemas emocionais que podem acometer qualquer pessoa, afinal, ‘quem nunca acordou um limão’? O ditado popular se encaixa muito bem nos dias atuais, onde a tolerância virou quase característica de luxo em meio tanta pressa. No mês do Maio Amarelo, campanha que visa diminuir as mortes no trânsito, o equilíbrio emocional é de extrema importância para redução desses índices. Segundo Portal do Trânsito apontam que estado emocional alterado aumenta em quase 10 vezes o risco de colisões no trânsito.

Segundo antropólogo e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Bernardo Conde, mesmo em meio ao sentimento de intolerância generalizada que se alastrou pelo país nos últimos tempos, a falta de gentileza no trânsito não se originou na contemporaneidade, mas veio se consolidando há décadas.

“O trânsito está mais caótico e nós menos tolerantes. O estresse traz consequências e agora, com mais informação e divulgação do que acontece no dia a dia, a sensação é de que tudo está pior. Não se pensa no bem comum. Não consigo perceber que sou tanto quem tem pressa dentro do ônibus, como quem está no ponto raivoso com o motorista que não parou”, analisou.

O psicólogo Waldenir Francisco Cruz explicou que o estado emocional influencia nas decisões para bem ou para mal.

“Se estou desequilíbrio emocionalmente naturalmente se cria uma dificuldade para a própria pessoa e para próximos. Por isso importância de um auto conhecimento, para que as pessoas saibam das possíveis reações”, comentou.

A atenção com o próprio corpo é fundamental para identificar se a pessoa está nervosa, irritada e ansiosa, por exemplo.

“Essa consciência pode levar autocontrole. Emoções e sentimentos não têm como controlar, mas controlar o comportamento que isso vai refletir nas ações e emoções é pertinente. O carro é uma arma na mão de pessoas desequilibradas e essas pessoas devem repensar na hora de pegar o volante”, apontou.

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