Problemas com a ciclovia da Marquês do Paraná persistem

Raquel Morais –

Cansados dos mesmos problemas, ciclistas que usam a ‘ciclovia’ da Avenida Marquês do Paraná, no Centro de Niterói, apontam, para a Prefeitura, possíveis soluções resolver a questão da delimitação desse espaço. Quem pedala por lá relata o medo de ser atropelado. O motivo são os cones, que deveriam delimitar a faixa seletiva, estão sempre muito próximos ao meio-fio, o que impede os ciclistas de transitarem dentro da ciclovia. Outros se encontram caídos ou até mesmo sobre as calçadas. Porém, apesar do problema ser diário, a Prefeitura de Niterói não se posiciona sobre o assunto, mesmo após a questão ter sido levantada por niteroienses em redes sociais, através de fotos e vídeos.

O repórter fotográfico de A TRIBUNA, Marcello Almo, de 37 anos, foi a última vítima desse sistema. “Diariamente uso o local para ir trabalhar e todos os dias eu encontro os cones grudados ao meio-fio. Tenho o trabalho de afastá-los um a um e, na semana passada, um guarda de trânsito me insultou quando me viu fazendo isso. Não tem como a roda da bicicleta passar por um lugar tão estreito e tenho essa preocupação todos os dias, com medo de ser atropelado por carros e ônibus”, comentou.

Na rede social, o problema é reforçado por muitos moradores da cidade. “Passo de bike nesse trecho também algumas vezes durante a semana. É meu caminho para o trabalho também e quase sempre esses cones estão derrubados e o guarda fica a 50 metros indiferente”, afirmou Marcelo Costa. “Verdadeiro absurdo! E temos que nos submeter a esta insegurança. Revoltante! Na Marquês de Paraná agora a Prefeitura colocou um guardinha na frente do Hortifruti, o que ainda não é satisfatório e seguro. Até quando viveremos assim?”, relatou Paola Barrozo.

A Prefeitura alega, no entanto, que o problema será sanado com o alargamento da Avenida Marquês do Paraná. Mas, a curto prazo, não há solução para o risco de atropelamento. A TRIBUNA sugeriu, inclusive, a instalação de placas do tipo ‘Cuidado Ciclista’; ‘Ciclistas na rua’, ou a autorização de trânsito pela calçada nesse trecho. Também foi sugerido que os cones fossem fixados no chão ou até mesmo usados tachões, conforme ocorre na Avenida Ernani do Amaral Peixoto, no Centro.

Mesmo assim, a administração municipal se limitou a responder que ‘a ciclofaixa da Avenida Marquês do Paraná funciona balizada por cones há 20 meses. Os cones são colocados diariamente pelos agentes de trânsito, no contrafluxo da via, nos dias úteis, nos horários de “rush” matutino e vespertino. Neste período de 20 meses trafegaram pela via, no horário de funcionamento da ciclofaixa, 5,4 milhões de veículos e 112 mil bicicletas.

Ao longo do dia, 16 agentes de trânsito controlam o tráfego na Marquês do Paraná e na Avenida Roberto Silveira, entre a Rua Marechal Deodoro (Guanabara) e o Campo de São Bento, trecho das vias onde há maior circulação de bicicletas. Há também agentes de trânsito em duas viaturas de supervisão e em duas motocicletas de fiscalização, no perímetro da ciclofaixa’.

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