Primeiras doses da Pfizer chegam ao Brasil

O Brasil recebeu na quinta-feira (29) às 19h, no aeroporto em Campinas, o primeiro lote com 1 milhões de doses da vacina Pfizer. As doses serão distribuídas aos 26 estados e ao Distrito Federal. Segundo o Ministério da Saúde, a orientação é que sejam priorizadas as capitais devido às condições de armazenamento da vacina, que exige temperaturas muito baixas.

Os frascos serão entregues em temperaturas entre -25ºC e -15ºC, cuja conservação pode ser feita apenas durante 14 dias. Após entrar na rede de frio, com temperaturas de armazenamento entre 2ºC e 8ºC, o prazo para aplicação é de cinco dias. Por essa razão, o ministério informou que enviará duas remessas diferentes.

O cofundador do laboratório alemão BioNTech, Ugur Sahin, que desenvolveu a vacina contra o coronavírus com a farmacêutica Pfizer, alertou que a proteção proporcionada pelo imunizante pode enfraquecer com o tempo e sugeriu a aplicação de uma terceira injeção.

De acordo com Sahin, a eficácia da vacina BioNTech-Pfizer diminui de 95% para cerca de 91% após seis meses. “Por isso, precisamos de uma terceira injeção, para fazer com que a proteção da vacina seja novamente quase 100%”, disse Sahin.

A vacina da Pfizer foi a primeira a receber registro definitivo no Brasil, ainda em fevereiro. A farmacêutica afirmou que propôs a aquisição de 70 milhões de doses ao governo federal em agosto do ano passado, mas as negociações foram descartadas, sob a justificativa de que a empresa não aceitaria se responsabilizar por eventuais efeitos colaterais na aplicação do imunizante:

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