Prevenção que começa no investimento em educação no trânsito

Raquel Morais-

No mês do Maio Amarelo a educação no trânsito não poderia deixar de ser lembrada como um potencializador na redução dos índices de acidentes. Um projeto de lei do deputado André Ceciliano (PT) foi aprovado, em primeira discussão, e pretende destinar 15% do valor arrecado com multas para conscientizar motoristas e pedestres. Metade desse orçamento, ou 7,5%, seria exclusivo para divulgação em veículos de comunicação. A medida quer reduzir os índices de acidentes.

Segundo dados do Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ), em abril de 2017 trafegar com velocidade superior até 20% na permitida foi a infração mais cometida em todo o estado, com 78.917 multas. Já desobedecer sinal vermelho ou parada obrigatória ficou em segundo lugar, com 34.565 infrações.

“Eu acho que a lei do bom senso deveria valer em todos os aspectos da vida. Desde falar com o vizinho até mesmo dirigir. Acho que estamos vivendo uma fase muito agitada em que todo mundo tem pressa de tudo e para isso o respeito ficou esquecido. Muitas multas devem ser aplicadas por isso, a pessoa está correndo em uma via sem necessidade, cortando os veículos com uma pressa, que nunca vi antes. Mas esses motoristas esquecem que as pessoas também têm urgências, mas aí entra a individualidade em sempre se achar mais merecedor do que o outro”, comentou o taxista Carlos Vieira, de 54 anos, morador de Niterói.

Segundo a Alerj, o projeto de lei 2.597/13 regulamenta o artigo 320 do Código de Trânsito Brasileiro, que destina a receita arrecadada com a cobrança das multas de trânsito exclusivamente à sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito. “O objetivo é formar uma parceria significativa entre poder público, veículos de comunicação do interior e a população, para que essas campanhas possam colaborar na prevenção de acidentes e a informação chegar para pessoas que nem sempre acompanham as campanhas que ocorrem na capital”, explicou Ceciliano.

Dirceu Rodrigues Alves Júnior, do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), reforça a importância da continuidade da educação no trânsito. “Não se pode esquecer que, como toda atividade, é necessário a educação continuada, correção dos vícios adquiridos, atualização com relação a legislação, a sinalização e outros. Situações de risco, precisam ser vivenciadas, colocadas na prática tanto no treinamento inicial como na educação continuada”, sintetizou.

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