Preso na Ponta da Areia pode ter participado de assassinato de empresário

Um rapaz de 18 anos, preso na tarde de quarta-feira (15), no Morro da Penha, na Ponta da Areiapor roubo pode estar entre os envolvidos no crime que abalou a região, em setembro do ano passado. Na madrugada do dia 4 de setembro, Marcelo Conceição da Silva (conhecido como Marcelo Batata ou Marcelo Decolores), proprietário do Bar e Restaurante Decolores, referência na culinária de frutos do mar na cidade, foi morto a tiros quando participava de uma confraternização com amigos, no Morro da Penha.

Os policiais realizavam patrulhamento pela Rua Barão de Mauá quando desconfiaram do rapaz, identificado como Roberto Caetano da Costa Junior, conhecido como Juninho. Inicialmente nada de ilícito foi encontrado contra ele. Ao solicitarem documentos, Juninho alegou que não estava portando e durante contato com o Serviço de Inteligência do 12º BPM, os policiais foram informados que contra Juninho havia um mandado de prisão expedido por crime de roubo, e que ele seria o autor de vários assaltos praticados contra motoristas de aplicativos, além de possuir antecedente por tráfico. Por esse motivo, ele foi conduzido a princípio para 76ª DP (Centro), onde permaneceu preso. Porém, a polícia também está investigando a participação de junho na morte de Marcelo Decolores, procedimento realizado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG).

Inicialmente registrado como crime de latrocínio (roubo seguido de morte), fontes policiais adiantaram, ainda no ano passado, que as circunstâncias do homicídio, com base em vários informes, seria outra: um plano para possível implantação do tráfico no Morro da Penha, localidade em que moradores  garantem que jamais teria ocorrido essa atividade criminosa. O assassinato de Marcelo, que no momento do crime não esboçou nem reação, teria ocorrido somente como forma de aterrorizar a comunidade e abrir caminho para a venda de drogas.

Também, no fim do ano passado, outros envolvidos no crime já haviam sido presos e teriam ligação com um detento, ligado a uma facção criminosa, que estaria tramando a implantação do tráfico no Morro da Penha através de contatos feitos de um presídio. A DHNSG não informou sobre o andamento das investigações. Porém, há relatos de pessoas que acompanham o caso  de que todos os envolvidos já estão presos.

“Na madrugada do crime, subiram o Morro da Penha quatro criminosos, conhecidos como Bananinha, o Juninho (preso na quarta-feira), um menor, e um tal de Doca. Todos armados. Doca anunciou o assalto ao bar, recolheu os pertences das pessoas e depois disparou contra Marcelo, que estava sentado. Depois fugiram. Câmeras de segurança registraram a fuga. Juninho foi visto na motocicleta de Marcelo Decolores. O tal de Bananinha, quando foi preso e levado para a DHNSG confirmou tudo isso e identificou os outros envolvidos. Agora, todos estão presos. Não tenho dúvidas que o crime foi elucidado”, relatou um policial.

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