Presidente do Senado deve assumir Ministério

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), pode deixar o Congresso Nacional. O senador tem falado a interlocutores que há grande possibilidade de assumir o Ministério do Desenvolvimento Regional, cujo titular hoje é Rogério Marinho. Alcolumbre teria dito que o presidente Jair Bolsonaro teria dado a ele a opção de escolher a pasta que deseja comandar.

Alcolumbre foi sondado no fim do ano passado. Aliados o aconselharam a assumir a articulação política do governo no lugar de Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo. O motivo é que muitos congressistas reclamam que a pasta tem que ter como titular um representante da classe política no Palácio do Planalto.

Entretanto, Alcolumbre quer ser ministro mesmo do Desenvolvimento Regional. Embora a ida do senador para o Governo esteja sendo tratada abertamente, no Planalto a ida de Alcolumbre não é dada como certa.

A ideia do presidente do Senado é comandar uma pasta importante para deputados e senadores e conseguir intermediar entregas de obras nos estados, ganhando assim capital político. O ministério teve um orçamento de R$ 25 bilhões em 2020 e centralizou a liberação de boa parte das emendas indicadas por deputados e senadores.

Mas a possível mudança só ocorrerá em fevereiro, após a eleição para a presidência do Senado. Alcolumbre está focado em eleger seu aliado Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que também conta com o apoio do presidente.

Não é apenas a ida de Davi Alcolumbre para o Ministério do Desenvolvimento Regional que movimentará o governo. Onyx Lorenzoni (DEM) deve deixar o Ministério da Cidadania, que irá para o PP do governista Ciro Nogueira (PI). Outra vaga disponível é a Secretaria-Geral da Presidência. Ela é ocupada por um interino desde que Jorge Oliveira assumiu uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), Pedro César Nunes Ferreira Marques de Souza.

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