Presa por tramar a morte do marido oficial da Marinha

Augusto Aguiar

Policiais civis da 118ª DP (Araruama), na Região dos Lagos, prenderam, na manhã de ontem, Rafaela Damas Ribeiro dos Santos, de 30 anos, que ficou conhecida em Niterói como “viúva negra”. Ela é acusada e estava sendo procurada pela Justiça por tramar o assassinato do próprio marido, o oficial de Marinha William Alzeman da Silva Neves, de 30 anos, para receber dois seguros de vida no valor de R$ 2,4 milhões. Rafaela e William mantinham um relacionamento de 15 anos, quando ocorreu o crime.

William Alzeman, que tinha 29 anos, foi morto em agosto de 2015, com três tiros na nuca, após uma suposta tentativa de assalto na frente da esposa, na Estrada do Capim Melado, no bairro Maceió, Região de Pendotiba, Niterói. Rafaela teve um Mandado de Prisão Preventiva expedido pelo crime de homicídio qualificado, expedido em novembro de 2016, pela juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói. No Portal Procurados, do Disque-Denúncia, uma recompensa foi fixada, no valor de R$ 1 mil, para quem tivesse informações que levassem a sua prisão. O investigação sobre a morte do oficial de Marinha estava a cargo da Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, e Itaboraí (DHNSG).
Em dezembro do ano passado, devido as evidências a polícia passou a procurar por Rafaela em vários municípios e estados. O oficial da Marainha foi morto no dia 9 de agosto de 2015. A princípio, várias evidências acabaram por desfazer a impressão inicial de crime de latrocínio (roubo seguido de morte). Câmeras de segurança registraram imagens do carro usado no crime rondando a residência do casal meia hora antes do assalto. Após investigações diligenciadas pelo titular DHNSG, delegado Fábio Barucke, foi descoberto que Rafaela havia planejado a morte do marido, que foi executada pelo seu amante, o traficante Victor Marins Tavares Ribeiro, vulgo Vitinho Mete Bala, de 25 anos, apontado como um dos chefes do tráfico de drogas na comunidade Grota do Surucucu, em São Francisco. Ele foi preso em setembro de 2016.

Também durante o trabalho investigativo, foi verificado que Willian (trabalhando embarcado) passava todo mês cerca de 15 dias fora de casa), e que possuía dois seguros de vida em nome de Rafaela, no valor de mais R$ 1 milhão cada. Um deles foi resgatado por Rafaela após a morte do marido. Testemunhas relataram à polícia que Rafaela frequentava os bailes funks, patrocinados pelo tráfico, em São Francisco, na ausência do marido. Os indícios que mais chamaram a atenção da polícia e levantaram suspeitas sobre o crime foram o fato de Rafaela não buscar ajuda nas proximidades de onde ocorreu o crime, mas sim há grande distância, no condomínio onde morava (cerca de 500 metros de distância), os assassinos levaram apenas o celular de Rafaela e as alianças, mas não roubaram um cordão de ouro da vítima, o veículo da vítima foi localizado a menos de 2 km de onde foi roubado, na Vila Progresso.

Após crime, o amante de Rafaela promoveu um churrasco na comunidade da Grota, afirmando ainda (segundo informes) que havia ganhado muito dinheiro para matar o oficial da Marinha. Com a morte de William, a acusada alugou o imóvel onde morava e passou a desfrurtar da pensão de cerca de R$ 5 mil deixada pela vítima, além disso ainda realizou um tour pela Europa.

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