Prêmio Rio de Contos abre inscrições para novos escritores do Leste Fluminense

Escritores de Niterói, São Gonçalo, Maricá e adjacências que sonham em ter um texto publicado já podem se preparar para a oportunidade. Com o objetivo de buscar novos talentos e fomentar a produção literária, o prêmio Rio de Contos está na sua 2ª edição e é um projeto realizado pela LER, Funarj e Mater Produções. As inscrições estarão disponíveis exclusivamente por meio digital para os candidatos de todo o Estado do RJ, a partir de 16 anos de idade. Serão consideradas inscritas as obras recebidas de 29 de setembro até o dia 12 de novembro de 2021. O edital e o link do formulário de inscrição estão disponíveis no site www.lersalaocarioca.com.br.

Serão selecionados, por um corpo de seis jurados atuantes no universo literário brasileiro, 20 textos que apontem potenciais talentos na literatura dentre a população residente no estado do RJ. O resultado sairá até o dia 23 de dezembro de 2021.

O prêmio é considerado uma importante e fundamental estratégia, não apenas para fomentar a produção literária no Rio, como também a leitura, estabelecendo laços do leitor da região Leste Fluminense e todo o Grande Rio com a literatura contemporânea. Além disso, o evento seguirá as recomendações de distanciamento social por conta da pandemia Covid-19, conforme preconizado pela OMS, e acontecerá 100% online, com o intuito de resguardar todos os envolvidos no concurso, que será lançado no dia 29 de setembro de 2021, na Sala Cecília Meirelles, com a presença dos selecionados da primeira edição e leitura de trechos de seus contos como pré-apresentação do livro.

“Na primeira edição foram tantas e tão diversas e significativas inscrições, de textos com potenciais latentes vindos de todo os cantos do estado, que colocamos os pés nesta segunda edição plenos da mais absoluta experiência de termos visto na prática a concretização da teoria de que, sim, o RJ é um estado pleno de potenciais, repleto de gente escrevendo bem e querendo publicar. Pessoas que precisam de oportunidades, de aberturas de portas e do suporte técnico sólido e adequado para se transformarem em potências literárias”, conta Bárbara Caldas, idealizadora do projeto, lembrando que o verbo ganhou rostos femininos, masculinos, transgêneros e também não binários.

“E eis que juntos somos pretos, brancos, indígenas ou tudo misturado. Somos além da juventude, da maturidade ou da dita velhice. Somos do subúrbio, do interior, da zona sul, da Baixada, da serra e do mar. Somos tudo o que o Rio de Janeiro é. E é isto que a 1ª edição fez e o que a 2ª edição não pode deixar de continuar a fazer”, completa Bárbara.

Luiz Henrique Ramanholi, autor do conto “Sobre peso e geladão de abacaxi” revela que tinha curiosidade em saber o que as pessoas pensavam sobre o que escrevia e resolveu fazer uma espécie de termômetro,. O escritor admite ter ficado surpreso por ter sido selecionado junto com tanta gente talentosa.

“Estou muito feliz, surpreso, orgulhoso. É um estímulo gigante pra continuar escrevendo cada vez mais”, reconhece.

Caleidoscópio de Cultura

Outro evento literário que está nos últimos preparativos é o Caleidoscópio da Cultura, que terá início nesta quarta-feira (29). O evento, que está na 3ª edição, também vai servir como abertura das inscrições para a 2ª edição do Prêmio Rio de Contos. Na Sala Cecilia Meirelles, o lançamento contará com um grande talento da música brasileira, Martinho da Vila, que junto com sua filha Maíra, musicista que vai acompanhá-lo ao piano, farão uma apresentação intimista para celebrar mais uma edição deste importante e necessário projeto, que tem deixado todos com saudade, apesar das ações online que tem ocorrido neste período. 

“É com muita alegria que a FUNARJ, por mais um ano, reforça sua parceria com a LER neste importante projeto de fomento ao setor da economia criativa. São ações democráticas que permitem a troca de conhecimentos e popularização de atividades multiculturais, além da iniciativa inédita de oportunizarmos espaço e darmos voz para lançarmos novos autores fluminenses”, diz José Roberto Gifford, presidente da FUNARJ. 

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