Prefeitura retoma obra do posto salva-vidas em Itacoatiara

Raquel Morais –

A obra de construção do posto salva-vidas fixo de Itacoatiara, na Região Oceânica de Niterói, que tinha começado no mês passado, foi paralisada na semana passada. Frequentadores da praia contam que a Sociedade dos Amigos e Moradores de Itacoatiara (Soami) pediu a interrupção da obra por questionar sua execução. A Secretaria Municipal de Planejamento, Modernização da Gestão e Controle (Seplag) explicou que o Município pediu a paralisação das obras uma vez que o Ministério Público havia solicitado esclarecimentos a respeito da instalação do posto. Os trabalhos foram retomados na segunda-feira, após a equipe da Seplag ter respondido às questões levantadas pelo MP. A obra não foi embargada em nenhum momento, ressaltou a Secretaria.

Na manhã de ontem, funcionários da prefeitura foram encontrados trabalhando na construção do alicerce do posto. O escoamento das águas pluviais e ligação da rede de esgoto com o posto salva-vidas teriam sido os motivos de questionamento para a paralisação da obra. “A prefeitura tinha expedido as documentações para liberação da obra, mas a Soami fez essas questionamentos em relação à execução da construção. É uma obra sustentável, que tem o caráter de utilidade pública, que será de grande valia a todos moradores e frequentadores da nossa amada praia”, contou o advogado Fábio Lucas, de 45 anos, frequentador da praia e membro do Itacoatiara Old School, movimento que incentiva esportes na água e também cuida da praia.

O posto está sendo erguido na altura da Praça Central, na Avenida Beira Mar, e os operários estão construindo o alicerce, enchendo as sapatas de concreto e montando as estruturas de madeira para solidificação do concreto. Areia, pedra e outros materiais de construção também podem ser encontrados no canteiro de obras, que foi cercado por tapumes durante a execução das intervenções.

O secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão (Seplag), Axel Grael, disse que o planejamento dessa obra foi licenciado e aprovado pela Soami. Além disso, ele explicou que todas as licenças foram expedidas, como a licença ambiental e visitas técnicas e aprovações do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Corpo de Bombeiros, Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade de Niterói. “Não existe outra alternativa de localização para essa construção. Tivemos uma reunião para discutir o projeto e temos que continuar essa obra. A pausa foi para reunir essas informações e fornecer para a associação”, contou.

A Soami foi questionada sobre o assunto, mas não retornou até o fechamento desta edição.

SEIS POSTOS DE SALVA-VIDAS

Moradores e frequentadores das praias da Região Oceânica vão ter a base fixa de apoio para caso de emergências e os salva-vidas em outras três praias: três em Piratininga, um em Camboinhas e um em Itaipu. Axel Grael contou como estão as obras nos outros postos. Em Piratininga, na altura da Prainha, está em fase final de acabamento. Outro posto está sendo construído e o terceiro da região ainda não teve a obra iniciada. Na praia de Camboinhas também não começaram as obras, já que foi priorizado a praia de Itaipu, que também está na fase de acabamento.

DETALHES DO PROJETO

O projeto arquitetônico inclui dois pavimentos, depósito, banheiro e uma sala que funcionará como observatório. Orçada em R$ 842.089,86, a obra integra o Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-Sustentável) e tem o objetivo de apoiar o desenvolvimento da região nas áreas de Ecoturismo e Gestão de Praias. Em 2018 o Corpo de Bombeiros disponibilizou trêileres ao 4º Grupamento Marítimo (GMar) de Itaipu para serem distribuídos pelas praias de Itaipu, Itacoatiara, Piratininga e Itaipuaçu. O trêiler servia como um ponto de apoio aos guarda-vidas, referência para os banhistas e local para armazenagem de material operacional.

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