Prefeitura lança segundo edital de fomento ao audiovisual

A Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas (SMC) e da Fundação de Arte de Niterói (FAN), lançou ontem, no auditório do Museu de Arte Contemporânea (MAC), o segundo edital de fomento ao Audiovisual. Na ocasião, foi apresentado um boletim do edital lançado em 2018, que beneficiou 38 projetos.

Com recursos de R$ 4 milhões, exclusivamente do município, o edital tem como objetivo fortalecer o desenvolvimento de produções audiovisuais nas categorias curta e longa-metragens, obras-seriadas e telefilmes, jogos eletrônicos, manutenção de cineclubes e projeções em espaços urbanos, mostras e festivais de cinema, e pesquisas sobre o setor audiovisual, que compreendem trabalhos científico, teórico, técnico ou de mapeamento de artistas, grupos e/ou espaços na área de audiovisual.Para o vereador Leonardo Giordano (PcdoB), presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal, Niterói está expandindo a oferta de editais e créditos na questão do audivisual. “A cidade é relevante no cenário nacional sobre o assunto. No total serão sete editais de temais diferentes, sendo esse já disponível para fomentar essa cadeia produtiva para gera emprego e renda, fora o valor cultural em si que é importante para a cidade”, disse o vereador.

Segundo o secretário Municipal de Cultura, Vitor de Wolf, este é o 9º edital lançado pela gestão. “Ao todo vamos fazer uma linha de investimentos de R$ 11 milhões. Neste segundo edital conseguimos um números expressivos de mulheres diretoras e também de pessoas não brancas, monstrando a diversidade que o edital reúne. Com descontos em impostos e incentivos cada vez mais estamos trazendo empresas e pessoas para Niterói”, afimou o secretário. conforme o

As inscrições são gratuitas e abertas para todo o Estado do Rio de Janeiro. Contudo, como é objetivo do programa incentivar e fortalecer a cadeia produtiva do município, suas paisagens, histórias e profissionais, foi conferida pontuação extra aos projetos que fossem realizados em Niterói, que tenham empresas sediadas na cidade, diretores ou roteiristas residentes atualmente, ou que contassem histórias de personagens niteroienses.

Já o secretário de Planejamento, Axel Grael, disse que é muito bom ver a evolução da cultura na cidade mesmo vivendo num ambiente de terraplanismo ambiental, cultural e político no pais. “A cultura tem um papel fundamental de revolução e resistência que pode mudar a realidade. Por isso, aqui em Niterói estamos neste segundo edital com resultados ainda melhor”, disse.

Segundo a secretária de Fazenda, Giovanna Victer, Niterói pode ganhar o Museu do Cinema Brasileiro. “A Unesco vai apoiar Niterói como cidade do audiovisual”, comemorou ela, que foi além e disse que a cultura é um setor indutor que atrai investimentos. “Entre 2017 e 2018 o faturamento das atividades de serviços de dublagem aumentaram em 93%; de estúdios cinematográficos, 74% e produção de filmes para publicidade 40%. Queremos com isso aquecer a econômia para não ficarmos no futuro dependente do petróleo”, realçou a secretária.

Giovanna Viceter disse que o lançamento do segundo edital é a reafirmação da política cultural como um todo. “Niterói tem uma estabilidade e isso é assimilado pelos produtores. Niterói no edital passado garantiu R$ 1 milhão e agora passamos para R$ 4 milhões.

Segundo o prefeito Rodrigo Neves (PDT), é importante fazer os investimentos no audiovisual e na cultura. “Não é filantropia com recuros públicos. Acreditamos que isso é importante para o desenvolvimento social, cultural e econômico de Niterói”, declarou o prefeito.

Sobre o Edital — O edital já esta disponível no site culturaniteroi.com.br. As inscrições ficam abertas até 20 de janeiro de 2020. O processo seletivo é realizado exclusivamente por meio de uma plataforma online facilitando a inscrição e o processamento das informações de projetos de todo o Estado. Para esclarecer dúvidas, foi disponibilizado o endereço eletrônico duvida.audiovisual@gmail.com.

Estiveram presentes: o diretor da Academia Brasileira de Cinema, Jorge Peregrino, e o professor de Cinema da Universidade Federal Fluminense, João Luiz Vieira

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