Prefeitura desapropria terrenos e imóveis para ciclovia na Região Oceânica

Anderson Carvalho –

O prefeito em exercício de Niterói, Paulo Bagueira (SD) desapropriou mais imóveis nos bairros de Itaipu e Piratininga, na Região Oceânica, na Estrada Francisco da Cruz Nunes e arredores. Os decretos com as desapropriações foram publicados ontem no Diário Oficial. A Prefeitura explicou que as medidas foram necessárias para finalizar a acessibilidade das calçadas em alguns trechos e para a implantação da ciclovia.

Os imóveis desapropriados foram: Gleba A-8, com frente para a Estrada Francisco da Cruz Nunes, em Piratining, no prédio de número 6.201 (lojas 101 a 106); na Estrada Francisco da Cruz Nunes, 6181, em Piratininga; Lote 10, da Quadra 41, do Loteamento Bairro Piratininga; Rua Jeferson Rocha, lote 14, da Quadra 110, do Loteamento Maravista, em Itaipu e no Lote 11, da Quadra 41, do Loteamento Bairro Piratininga.

Segundo os decretos, os imóveis destinam-se à implantação do projeto do corredor viário da Transoceânica. Em caso de resistência, a Prefeitura tem autorização até de solicitar a força policial no trabalho de levantamento nos referidos imóveis. As desapropriações serão feitas pelo preço apurado nos laudos de avaliação de cada imóvel.

As desapropriações visando a construir a ciclovia começaram em novembro passado. Com aproximadamente 3,2 quilômetros de extensão, a ciclovia já tem mais de 80% da obra concluída. Nas ruas internas, a ciclovia consiste em uma faixa pintada de vermelho em um dos lados da via. Na estrada, em uma ciclofaixa pintada num dos lados da calçada. A construção da malha cicloviária integra o Programa Região Oceânica Sustentável, que conta com orçamento de R$ 210 milhões obtidos junto à Cooperação Andina de Fomento (CAF), para intervenções na região.

As intervenções têm desagradado comerciantes e moradores da região. Na Rua Jeferson Rocha, a reclamação é que os carros ficaram sem ter como estacionar.

“Temos que deixar os carros em outra via, mais distantes. A ciclofaixa feita aqui é muito larga e atrapalha. Fizemos no ano passado, antes das eleições, um abaixo assinado com 200 assinaturas e enviamos à Prefeitura. Prometeram nos atender, mas, nada fizeram. Queremos local para estacionar os carros”, reclamou o autônomo Leandro Barbosa, de 49 anos, que trabalha com frete.

“Não tem onde fazer ciclofaixa aqui. Não tem espaço. Esta pista do BHLS não serve para nada. Os clientes ficam sem ter onde estacionar. A obra só deu ruim”, lamentou o comerciante Alex Nunes, 45, que tem uma loja de ração em frente ao nº 6181 da estrada.

Já o morador Júnior Stel, 25, que vive no bairro, aprova a ciclofaixa. “Acho que tem espaço. Mas, esta pista do BHLS foi desperdício de dinheiro público. Durante a obra, os motoristas ficaram sem poder estacionar e ir ao comércio”, contou.

O aposentado Marco Antônio Pereira, 53, está mais otimista. “O que vier para melhorar o movimento, será bom. Já sofremos muito com as obras”, disse.

One thought on “Prefeitura desapropria terrenos e imóveis para ciclovia na Região Oceânica

  • 17 de janeiro de 2019 em 10:38
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    Na regiao oceanica não se tem mais lugar para estacionar carros. Concordo com a ciclovia mas fizeram calçadas imensas e pistas estreitas.

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