Prefeitura de SG vai parcelar salário de dezembro da educação

Anderson Carvalho

A Prefeitura de São Gonçalo vai pagar o salário referente a dezembro de 2016 aos servidores da educação em até oito parcelas, começando no próximo mês. A decisão foi tomada em uma reunião na última sexta-feira (20), na qual estavam presentes o procurador geral do Município, Vitor Aranha, e os secretários Diego São Paio (Educação), Eduardo Kombat (Fazenda) e Rômullo Tarouquella (Planejamento), com os representantes do Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino (Sepe) de São Gonçalo.

Segundo Vitor Aranha, o parcelamento é a única alternativa para quitar o débito da gestão anterior com os profissionais concursados. “O parcelamento é a solução mais viável que o prefeito José Luiz Nanci, encontrou, junto com toda a equipe, para a atual situação financeira do município. Infelizmente, não há dinheiro em caixa para pagar integralmente os meses de dezembro e janeiro”, explica o procurador.

De acordo com São Paio, os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) não são suficientes para o pagamento das folhas de dezembro e janeiro e por isso, o parcelamento. O secretário destacou que o atraso nos salários é ainda mais revoltante, já que 60% dos recursos do Fundeb devem ser aplicados na folha salarial, o que não foi feito no mês de dezembro.

“Não estamos escondendo de ninguém que a situação financeira do município é bem complicada, mas o governo tem se colocado à disposição de dialogar com os servidores para solucionar o problema. A educação está sofrendo bastante com o rombo e, principalmente, por sabermos que são recursos federais, repassados justamente para esse fim. Mas assumimos essa incumbência que o prefeito nos deu e, assim, juntos, vamos estudando juntos a melhor forma de solucionar essa crise. Nosso prefeito já quitou o 13º e reforça o compromisso de pagar os salários em dia em 2017”, afirma Diego.

Parcelamento – De fevereiro a maio os servidores receberão quatro parcelas de R$300; em junho, R$500; em julho, R$700; em agosto, R$1200; e em setembro, a última, no valor de R$2.400. Segundo o secretário de Planejamento RomulloTarouquella, a distribuição priorizou os menores salários, que compõem a maioria da folha e serão quitados nos três primeiros meses. Por conta disso, a distribuição aumenta a partir de junho.

O Sepe não ficou satisfeito com a proposta e vai se reunir novamente com o governo no próximo dia 25. “Os profissionais de ensino vão ficar o mês de janeiro inteiro sem receber nada. Só estão com o resto do 13º que foi pago no início do mês. No dia 1º de fevereiro faremos assembleia para decidir se iniciaremos o ano letivo ou não. Estamos em estado de greve”, informou a coordenadora do sindicato, Beatriz Lugão.

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