Prefeitura de SG tem energia cortada, de novo

Wellington Serrano

Pela segunda vez no ano, o prédio da Prefeitura de São Gonçalo amanheceu ontem às escuras. Isto porque o fornecimento de energia elétrica foi interrompido – segundo a Enel Distribuição Rio – por falta de pagamento. Além da sede do poder municipal, localizado na Rua Feliciano Sodré, no Centro, outros dois prédios da administração municipal, em Alcântara, também tiveram a energia cortada.

Segundo informações da concessionária, a decisão de interromper o fornecimento veio depois de negociações com a Prefeitura, que não honrou com os pagamentos. Apesar dos prédios às escuras, a energia foi preservada aos serviços essenciais, como iluminação pública, escolas e unidades de saúde.

Este problema acontece desde o início da gestão do atual prefeito, que negociou e parcelou a dívida. No fim do mês de fevereiro a energia já havia sido cortada pelo mesmo motivo: falta de pagamento. Ano passado, em dezembro, a mesma coisa aconteceu na sede do poder municipal.
Quando os funcionários da Prefeitura chegaram para trabalhar foram surpreendidos mais uma vez, com a luz cortada. O prédio principal e o anexo, em Alcântara, tiveram o fornecimento de energia elétrica suspenso logo cedo e o problema pegou muita gente desprevenida.

“E o povo dá com a cara na porta da prefeitura, que inclusive não disponibilizou funcionários para avisar que o prédio teve a luz cortada, fim dos tempos”, reclama uma servidora.

Quem buscou atendimento online também encontrou dificuldades, já que o site da administração municipal encontrou-se fora do ar durante todo o dia.

A Prefeitura Municipal de São Gonçalo, em nota, confirmou que sem energia elétrica não houve expediente no prédio. De acordo com a nota, a gestão atual está com as contas do ano em dia. Mas não informa se o parcelamento da dívida deixada pelo governo anterior está sendo cumprido. “Após nossa equipe ter encontrado diversos contribuintes na porta principal da sede da Prefeitura, a administração afirma ter disponibilizado atendentes e um Guarda Municipal para informar do não funcionamento”, disse no texto.

A prefeitura ainda repudia a medida, que chamou de arbitrária. “O mais grave, no entanto, é o fato de a concessionária ter impedido, através de tal medida, nesta data (5/04/17), a Prefeitura de exercer suas atividades administrativas. Todos os funcionários tiveram que ser liberados”, lamentou. A Prefeitura aguarda a reativação do fornecimento de energia até o fim do dia.

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