Prefeitura de SG descobre 100 professores fantasmas

Wellington Serrano –

O secretário de Desenvolvimento Social de São Gonçalo, Marlon Costa (PSB), visitou a redação de A TRIBUNA na tarde desta quarta-feira (02) e revelou que uma investigação da sua gestão apontou que a Prefeitura pagou por 100 professores-fantasmas durante gestão do ex-prefeito Neilton Mulim.
O problema, constatado no Polo de Qualificação Profissional Professora Fausta Virgínia, em Vista Alegre, se arrastou desde 2014. “Essa história dos 100 professores no famoso polo de assistência é um exemplo da nossa atuação, que segue em cima da folha salarial. Antes estava inchada com muita gente que não trabalhava. A gestão anterior não tinha controle sobre o que estava acontecendo”, revelou Marlos.

Segundo o secretário, além dos professores que não davam aula, os cursos eram realizados numa localidade só e não conseguiam atender a cidade como um todo. “Identificamos esse problema graças ao prefeito José Luiz Nanci, que determinou uma política de austeridade nas secretarias e na de Desenvolvimento Social não foi diferente. Cortamos 60% dos cargos e acertamos os aluguéis sociais para 15 famílias, que estavam atrasados há três meses, uma dívida de quase R$ 700 mil da gestão anterior que foram quitadas em dois meses da minha gestão”, afirmou.

O secretário disse que pegou dívidas de mais de R$ 1 milhão nos convênios. “Convênios importantes, como o do Abrigo Cristo Redentor, Lar Samaritano e Albergue da Misericórdia, que são instituições que abrigam nossos idosos e moradores de rua. Hoje, a secretaria não tem dívidas de nenhuma espécie e até a contribuição do INSS, que a pasta devia no valor de R$ 800 mil, conseguimos parcelamento e agora recolhemos regularmente todas as contribuições previdenciárias porque temos a ‘casa’ arrumada”, realçou.

Ele disse que, com as medidas, conseguiu abrir mais dois Centros de Centro de Referência de Assistência Social (Cras) um no bairro Salgueiro e outro no Rio do Ouro. “E até o final do ano estaremos inaugurando mais um no bairro Venda da Cruz. A rede de atenção básica está sendo ampliada no município mesmo neste momento de crise, com menos recursos e sem a ajuda do estado que não nos repassa nenhum centavo”, pontuou.

Marlos Costa, que foi candidato a prefeito de São Gonçalo, ocasião em que teve quase 50 mil votos gonçalenses, disse que tudo que está sendo feito na cidade são com recursos próprios e federais. “Não tem milagres. Cortamos alguns programas que não eram necessários, como por exemplo, o Café Social, que deveria servir dois mil cafés por dia ao custo de mais de R$ 2 milhões e não conseguia servir cem cafés para as pessoas que passavam fome, de acordo com o nosso estudo”, lamentou. Procurado o ex-prefeito Neilton Mulim não se pronunciou sobre as acusações até o fechamento da edição.

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