Prefeitura de Niterói suspende aulas por causa da chuva. No Rio, três pessoas morreram

As fortes chuvas que caíram sobre a cidades de Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí, entre o fim da tarde de ontem e a manhã de hoje, causaram uma série de transtornos. Valões e córregos transbordaram, provocando uma enxurrada, com forte correnteza em muitos casos. Em Niterói os problemas se estenderam pela madrugada com alagamento em vários bairros. A cidade entrou em estagio de atenção, com a Defesa Civil informando sobre núcleos de chuva. Nos bairros da Zona Sul, se formaram vários bolsões de água na Avenida Roberto Silveira, e ruas como Mariz e Barros, Lemos Cunha, e Domingues de Sá, por exemplo, em Icaraí.

Na noite de segunda-feira, ocorreram vários relatos de motoristas que não tiveram fazer muitas manobras arriscadas (as chamadas “bandalhas”) pela contramão para escapar de retenções e ruas alagadas nos bairros de Santa Rosa, São Francisco, e em vários bairros da Região Oceânica. Moradores também passaram um fim de noite e uma madrugada tensa em comunidades como Cavalão (Icaraí) e Peixe Galo, em Jurujuba, onde muitos moradores foram pegos de surpresa com a intensidade das chuvas. Muitos córregos e valões transbordaram devido ao volume de água. No Centro, moradores do Morro do Estado se impressionaram com volume de água que desceu de encostas, assim como na Zona Norte, no caso do Complexo do Caramujo. Em vários ruas, como a Mário Viana, uma das principais vias que ligam a Zona Sul à Região Oceânica, na Zona Sul, motoristas se queixaram de muitos congestionamentos e muitos veículos, devido a enxurrada de água e lama apresentaram pane. Na Alameda São Boaventura, o canal que corta a principal via de ligação entre os bairros da Zona Norte e a Ponte Rio-Niterói transbordou.

O congestionamento na pista de subida se estendeu até a Rodovia Amaral Peixoto (RJ-104) atingindo os bairros do município de São Gonçalo. Fonseca, Barreto e Engenhoca também registraram transtornos, com ruas alagadas sobretudo as vias de acesso a comunidades.

A Prefeitura de Niterói informou que, devido à previsão de chuva de forte a moderada nas próximas horas, decidiu suspender as aulas na rede municipal de Educação. A Defesa Civil Municipal orienta os moradores a não se deslocarem pela cidade exceto em casos de extrema necessidade. Equipes de pronta resposta da prefeitura continuam acompanhando e monitorando de perto os núcleos de chuva e prestando atendimentos isolados à população.

Não foi registrada entre a noite de ontem e as 7h30 da manhã de hoje nenhuma ocorrência grave. A cidade segue em estágio de atenção.

A Defesa Civil pede ainda que a população acompanhe os canais de comunicação da Prefeitura de Niterói. O Município conta com plantão 24h de monitoramento meteorológico, com envio detalhado de informações sobre a previsão do tempo e de avisos através do aplicativo Alerta DCNIT, SMS (40199) e grupos no WhatsApp. O Twitter (https://twitter.com/NiteroiPref) será atualizado com boletins das chuvas.

MARICÁ
A Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Maricá decretou estágio de atenção devido às chuvas das últimas horas. Até o início da manhã de hoje não tinha tido registrados grandes transtornos ou chamados de emergência. As equipes da prefeitura estão nas ruas escoando água em pontos isolados, como bolsões no Centro, São José do Imbassaí e Itaipuaçu (Estrada dos Cajueiros). Segundo a Defesa Civil, os bairros de Barra de Maricá e Guaratiba foram os locais com maior volume de chuva, com 60 mm nas últimas 24 horas.

Três mortes no Rio
Pelo menos três pessoas morreram por causa da chuva que atinge, desde a noite de ontem (8), a cidade do Rio de Janeiro. Duas delas foram vítimas de um deslizamento no Morro da Babilônia, no Leme, zona sul da cidade.

A terceira morte, por afogamento, foi registrada na Avenida Marquês de São Vicente, na Gávea. Segundo relatos, um homem que estava na garupa de uma moto acabou derrubado pela correnteza e arrastado pela água. Quando o alagamento na via diminuiu, o corpo foi encontrado preso embaixo de um carro.

O município do Rio de Janeiro está em estado de crise desde as 20h55 de ontem. As áreas mais afetadas foram as zonas sul e oeste. O temporal alagou ruas, derrubou árvores, destruiu carros e inundou túneis por toda a cidade.

De acordo com dados do Alerta Rio, o sistema de monitoramento meteorológico da prefeitura do Rio, o volume de chuva acumulado em apenas quatro hora na noite dessa segunda foi até 70% maior do que o esperado para todo o mês de abril em alguns pontos dessas regiões.

Na zona oeste, a estação medidora da Barrinha registrou 212 milímetros de chuva entre as 18h e as 22h. No mesmo período, na zona sul, choveu 168 milímetros em Copacabana, 164 na Rocinha e 149 no Jardim Botânico.

As sirenes de alerta para risco de deslizamento de terra foram acionadas em 21 das 103 comunidades monitoradas pela Defesa Civil Municipal. Mas, segundo moradores, o alarme não chegou a ser acionado no Morro da Babilônia porque estava faltando energia na comunidade no momento do temporal.

A chuva também provocou o desabamento de mais um trecho da Ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer. Desta vez, a parte que caiu fica próxima do bairro de São Conrado. O desabamento ocorreu por volta das 22h, quando a via já estava fechada. Foi o quarto incidente desse tipo desde a inauguração da ciclovia, em janeiro de 2016. Um deles foi causado por ondas, durante uma ressaca, e três por temporais.

(Com informações da Agência Brasil)

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